Viajar sozinha é um barato em alguns aspectos. Exemplos?
-É uma chance de finalmente ler as revistas que seguem empilhadas e abandonadas no meu porta-revistas sem que eu tenha a chance de olhar para as pobres coitadas.
-É a oportunidade de fazer coisas meio "queima filme", tipo ficar tirando foto da janela do avião estilo turista deslumbrada, que afinal de contas eu sou mesmo e quer saber?... Não tô nem aí, quem achar estranho que ache! :) Falando nisso, confiram as fotos deste "post" que retratam minha chegada a Floripa.
-É a hora de tirar fotos de si própria e ver como elas saem (sim, isso é esquisito, mas não deixa de ser um passatempo divertido!).
-É o tempo que a gente tem para fazer as listas de coisas pendentes que lotam as nossas agendas, tais como "quem vou presentear no Natal" ou "consultas médicas que tenho de marcar até o final do ano" ou "providências que tenho que fazer para a casa nova" (essa tá grande) ou "próximos lugares para os quais viajarei".
-É o momento de dormir com a boca aberta no assento do avião (tenho a ligeira impressão de que fiz isso na minha volta de Florianópolis para BH). Isso é raro, para mim raríssimo, mas tenho me sentido tão cansada com essa correria de ultimamente que estou achando o máximo tirar uma soneca inesperada!
-É a chance de prestar atenção na conversa dos outros e rir sozinha. Às vezes me impressiona como temos a capacidade de travar conversas de horas a fio com pessoas totalmente desconhecidas, e o pior, tornar a conversa de tal maneira empolgada que parece fazer parte de um repertório de dois amigos de infância! Acho que isso é algo da nossa cultura mesmo, é único e muito, muito divertido!
-É a hora de conferir quem anda embarcando pelos aeroportos do Brasil na revista de bordo (Sim, eu gosto dessa parte e não, não sei explicar o motivo!!!).
Bom, mas o post é sobre Floripa!
E a primeira coisa que me veio à cabeça quando a conheci há alguns anos foi a vontade de morar ali.
Fui a Floripa em algumas ocasiões, e sempre a trabalho.
Não sei como é o dia-a-dia da cidade, não sei como é a dinâmica do trânsito, não sei como é nada, no fundo, e mesmo assim, tudo que senti foi "nossa, que vontade de morar aqui".
Isso se passou também em Londrina.
E em Sydney, na Australia.
Que engraçado isso, mas até hoje realmente foram as três cidades onde tive essa sensação.
Tenho que descobrir o que há de comum entre as três.
Às vezes foi o meu estado de espírito enquanto passeava por elas.
Quem sabe.
Acho que preciso ir de novo a Londrina.
E a Sydney,claro.
Quem sabe assim...












