quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

"Micos no Exterior"


Na minha comunidade do Orkut, chamada "Quero fazer intercâmbio"(http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=26423571) criei um tópico sobre "Micos no Exterior". Sabe aquelas gafes engraçadíssimas que a gente obrigatoriamente comete quando está fora do país? Impossível quem não tenha passado ao menos por uma...

Pois é, o único problema é que está duro de fazer as pessoas admitirem suas situações embaraçosas... Por mais que eu convide, tem gente que jura por tudo quanto é santo que nuuuunca passou por nada digno de risadas... Sei...

Por isso convido os corajosos a se manifestarem através dos comentários! Quem sabe aqui no blog não terei mais sorte?

Começo com um meu, só pra quebrar o gelo:

No final da copa de 1994, eu estava LOUCA de felicidade no dia da final, e quando o Brasil ganhou, peguei um ônibus para um dos parques da Disney (estava na Flórida), toda de uniforme da seleção! Quando a porta do ônibus abriu, o motorista me estendeu a mão e eu disse "oh, thank you, thank you" (acreditando que ele estava me dando os parabéns pela vitória!!!!) Na verdade, ele estava pedindo para que eu me afastasse e aguardasse as pessoas saírem, para só então entrar... Que vergonha!!!!!!


Curiosidade: O mico da foto foi pego no flagra pelas lentes da minha câmera, lá no Iberostar (Praia do Forte, BA).

sábado, 24 de janeiro de 2009

"All-Inclusive" - Vale também o desperdício?


Minhas últimas férias foram em Salvador, mais especificamente na Praia do Forte, ou melhor ainda, no Resort Iberostar Bahia.


Além das deliciosas instalações, caprichada piscina, simpático serviço, o Resort oferece o sistema "all-inclusive", que nos dá a possibilidade de bebericar e comer petisco no momento em que nos der vontade. Simples assim.


Bom, seria mais simples se todos fizessem isso, ou seja, pedissem suas refeições ou bebidas no momento em que realmente tivessem vontade. O que pudemos perceber em diversos momentos, porém, foi a cultura do "vou pedir porque está incluído mesmo..." Resultado? Pratos largados pela metade, sucos esquecidos pelas mesas da piscina, drinks abandonados pelos donos em um canto qualquer.


Claro que uma situação como essa não é culpa do Iberostar. A raiz de tudo isso se chama educação. Só pessoas esclarecidas tem a noção de que é melhor experimentar algo antes de se colocar uma montanha no prato. Ou que não é saudável comer o dia todo e depois nadar sob o sol. Ou ainda, que excesso de bebida alcóolica não combina com mar. Aliás, cá entre nós, excesso de bebida alcóolica não combina com nada!


Ainda bem que a mentalidade em relação ao consumo está mudando, assim como a consciência de que o meio ambiente é de todos nós. Sei que se trata de uma mudança lenta, mas não importa. Um dia chegamos lá: à beira da praia e... da perfeição!



sábado, 17 de janeiro de 2009

Quer viajar? Leia um livro.


Ok, é um clichê. Mas não deixa de ser verdade.Quem nunca viajou ao ler um livro, que atire a primeira pedra. Ou então... quem nunca levou um livro durante uma viagem? Sim, acho que é sobre isso o que eu quero falar! Os deliciosos livros, companheiros absolutos de nossas jornadas por esse mundão afora.

Está bem, confesso. Foi minha grande amiga Analucia quem pediu para que eu escrevesse sobre esse assunto. Mas, verdade seja dita, eu bem que estava pensando nele há alguns dias, o que não exclui, é claro, o fato de que o e-mail da Ana foi o empurrão que faltava.

Durante uma viagem, há momentos em que ler um livro se torna uma atividade insuperável! Exemplos?

- Quando, no ônibus ou no avião, o vizinho esquisito da poltrona ao lado da sua insiste em bater um papo. Se ele perguntar se está tudo bem com você, diga que só vai ficar quando descobrir o final da história daquele livro de quase mil páginas. Detalhe: você está no prólogo.

- Quando você fica doente porque exagerou no camarão. Tá, esse pode não ser dos mais agradáveis, porém nada pior do que enfrentar sozinho as consequências de um ataque de gula desenfreado. Melhor ter um livro à mão.

- Quando você se descobre absolutamente aceso às três horas da manhã por causa daquele inconveniente fuso horário que provoca a troca do dia pela noite – ou vice-versa. Nesse caso, opte por uma xícara de leite morno e uma literatura descompromissada, pois é pouco provável que você se lembre de algo após umas cinco páginas (NÃO OPTE POR UM BOM LIVRO: você corre o risco de não dormir e se sentir três vezes pior no dia – noite? – seguinte).

- Quando você tem a informação de que a aeronave que deveria estar na pista ainda se encontra em Manaus e, detalhe, você está em Curitiba.

- Quando você não aguenta desgrudar do livro, pois nesse caso o negócio é feio, e qualquer motivo é válido para não largar aquelas páginas suculentas (sim, nesse caso a fome é de palavras!).

Todos esses motivos são familiares para mim. Uma viagem a Recife há pouco mais de um ano ilustra o último deles. Em apenas dois dias fui capaz de ler um exemplar inteiro (mais de 900 páginas) da série “Ayla, a Filha das Cavernas”. Não me lembro exatamente qual deles, se “O Vale dos Cavalos”, “Os Caçadores de Mamutes” ou “O Abrigo de Pedra”, mas quem conhece as obras da escritora Jean M. Auel vai entender bem porque eu troquei um sol ensolarado daquela mágica cidade por um dois dias enfurnada no quarto. Só não foram dois dias inteiros porque eu fui obrigada a dar um intervalo por motivos profissionais. Afinal de contas, era essa a razão de eu me encontrar em Pernambuco, que acabou me proporcionando uma viagem no tempo e no espaço ( Ayla vivia há 35000 anos ... )

Em minha última viagem à Bahia, mais precisamente no penúltimo dia das minhas férias, encontrei um livro muito interessante ao remexer as prateleiras da sala de jogos. O livro “By the Time you Read This” da escritora Lola Jaye. Trata-se da história de uma menina (Lois Bates), que após a morte de seu pai descobre um manual que ele a deixou. É claro que a idéia se mostra sofrida demais para a menina Lois, afinal a dor é tão recente... Porém, com o passar do tempo, aquele manual se torna um companheiro em vários estágios de sua vida, e procura aconselhá-la sobre os mais variados assuntos – de entrevistas de empregos a relacionamentos amorosos.

Isso também parece clichê? E daí? O livro é muito gostoso de ler... Alias, simplesmente adorei o jeito que Lola Jaye escreve, e o fato de ser possível descobrir seu dia-a-dia em seu blog faz com que ela pareça uma boa amiga que me emprestou seu original para que eu aproveitasse para lê-lo nas férias.

Assim como minha querida amiga Analucia, que fez nascer esse “post” e que curiosamente me chama de... Lois!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Com licença, vou conhecer o mundo


Imaginem a cena:



Uma linda jovem, bem sucedida, com o emprego dos sonhos (ao menos para mim, pois organiza eventos educacionais no mundo todo), de origem francesa e morando em Londres. "Got the picture?"



De repente, numa manhã fria e chuvosa (comentário dispensável), ela diz assim para a sua diretora: Olha, com licença, vou conhecer o mundo. Não vai demorar muito não, talvez uns... doze meses. Acho que isso significa que vou ter de sair do escritório...



Meu queixo caiu. Não que seja novidade o fato de pessoas fazerem isso. É claro que eu sei que há pessoas que fazem isso. O problema é que quase ninguém que eu conheça faz isso. EU não faço isso!!!! Meu Deus (pensei), ela abriu mão daquele trabalho assim, como quem pede um suco de abacaxi com raspas de gelo à beira da piscina????



Ok, ela fala quatro línguas fluentemente, é excelente profissional e, quando voltar, talvez não só consiga recuperar o antigo cargo como poderá alçar voos ainda maiores (literalmente). E obviamente ela tem condições financeiras para tal empreitada. Mas mesmo assim, cá entre nós, não é fácil achar alguém que possua o espírito aberto para isso... Não basta dinheiro, auto-confiança, e uma ótima companhia (no caso dela, o namorado). Precisa ter aquela coisa que incomoda por dentro e que manda a pessoa se mexer, trocar o conforto da própria cama por uma cabana no meio do mato, descobrir que o mundo é mais do que seu próprio umbigo.



E meu conhecido casal apaixonado (que certamente tem essa tal coisa que incomoda por dentro) optou por um caminho que os levou até agora a Lima, Cusco, Trilha dos Incas, Arequipa, Lago Titicaca, La Paz, Uruguai, Argentina, Brasil...



As atividades até então? Só pra resumir um pouquinho, posso mencionar 20 horas de ônibus por estradas sinuosas do Peru (que os fizeram ficar verdes de enjôo), caminhada de três dias na região de Arequipa (ainda no Peru), refeições compostas de sopa de batatas, batatas cozidas, batatas fritas e panquecas de batatas na casa de locais em Amantani (uma ilha do lado peruano do Lago Titicaca), escaladas na Bolívia (Monte Huayna Potosi) e a conquista do vulcão Licancabur (próximo a San Pedro do Atacama, na linha divisória do Chile e extremo sul da Bolívia). Isso sem falar nas cavalgadas (um deles sobre uma égua grávida, quase parindo), na descoberta de locais malucos como um cemitério de trens ao sul da Bolívia, onde as máquinas a vapor podem enfim descansar em paz...



Fiquei cansada só de ler. Não basta dinheiro, namorado, coragem, espírito aberto. No caso deles, é preciso fôlego (MUITO fôlego) e excelente preparação física. Realmente há muitas formas de se viajar.



E acompanhar jornadas como essas pela internet é definitivamente uma delas, e inesperadamente interessante, por sinal. Confesso que ao seguir a aventura de minha colega, sinto-me simultaneamente embasbacada e burra, tamanha a quantidade dos locais mencionados dos quais - confesso - nunca ouvi falar. Porém, aproveito a oportunidade para fazer muita pesquisa, mandar posts, enfim, viajar junto - à minha maneira, em frente ao monitor. Por enquanto...