sexta-feira, 27 de março de 2009

São as águas de março...





Um mar de gente. É isso o que vi na ALPHE LATIN AMERICA, uma das feiras de intercâmbio internacionais que felizmente nos prestigiam em São Paulo.

Pelo terceiro ano consecutivo percorri as mesas de educadores (escolas de línguas no exterior, distritos escolares para programas de "High School", Universidades...) em busca de reforçar as parcerias já existentes e encontrar deliciosas novidades no mundo da educação internacional.

Como é raro conseguir sair de trás da mesa do escritório e respirar novos ares. Sei que todos nós estamos cientes da importância de conviver com o mercado, trocar idéias com outros profissionais, crescer em cultura e informação, o que não quer dizer, porém, que seja fácil agir nesse sentido...

Nossa tendência (ao menos a minha, vá lá...) é deixar com que a rotina operacional vá tomando uma proporção tão grande até chegar o ponto de atrapalhar esse outro lado, o tão importante lado de enxergar a vida que corre lá fora. Mas nem as águas de março foram capazes de me desestimular (e como foram poderosas, ainda mais em São Paulo!). Mas apesar de se tratar de um dos meses mais turbulentos do meu trabalho, arrumei as malas, respirei fundo (o que não chega a ser tããão agradável assim se tratando da capital paulista) e fuuuui!

Para quem não está familiarizado com essas convenções, ou workshops, ou feiras, elas funcionam normalmente assim: você marca as reuniões com parceiros que lhe interessam com antecedência - às vezes com um mês de antecedência - e existem programas on-line específicos para este fim. Nestes programas, é possivel estudar o perfil da empresa com a qual você pretende se encontrar, além de solicitar a marcação de uma conversa. Caso a convidada aceite sua proposta, está automaticamente marcada a reunião em sua agenda para o horário que vocês designaram. Ao final das marcações, esta agenda ficará convenientemente prontinha para impressão!

Detalhe: cada reunião tem meia-hora de duração. Quando soa o gongo (LITERALMENTE, pois é um gongo mesmo), é hora de trocar de mesa. Como não há intervalos, daí a importância de se encaixar alguns encontros com parceiros já antigos, que permitirão com que você converse em pé enquanto pega um cafezinho, ou mesmo vá ao banheiro (juro que tive metade de uma dessas conversas no banheiro, afinal tanto eu quanto a diretora da escola somos filhas de Deus).

É exaustivo, a gente fica morto, a cabeça dói, mas ainda é preciso guardar fôlego para as reuniões sociais (almoços, jantares e afins). Afinal de contas, é nesses momentos que se conhece melhor as pessoas, e assim surgem as conversas mais interessantes, as melhores negociações, aquele "clic" de confiança que faz com que uma escola seja tão próxima de você em detrimento de outra, por exemplo. Isso é fundamental em todos os sentidos, mas principalmente quando você precisa de uma ajudinha extra para seu estudante que está no exterior. Como é diferente quando você liga para alguém que sabe exatamente quem está do outro lado da linha!

Fico imaginando como deve ser a ICEF Berlin, a maior feira do mundo em minha área profissional. Mais de 1500 pessoas reunidas... Quem já foi, conta que é um verdadeiro turbilhão de coisas acontecendo ao mesmo tempo, ainda mais com uma trilha sonora de inúmeras vozes se expressando em diversas línguas... Alguma semelhança com a Torre de Babel?

A ICEF Berlin é em novembro. Será que é época de chuva por lá? Tomara que seja, pois já vi que essas águas não são tããão fortes assim a ponto de nos derrubar...

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