sexta-feira, 22 de maio de 2009

Every little thing she does is magic





Though Ive tried before to tell her /Of the feelings I have for her in my heart / Every time that I come near her / I just lose my nerve / As I`ve done from the start



Com Dublin foi assim. Há muitos anos eu a conheci, mas a sensação que tive foi de que já a conhecia de alguma maneira, sabe-se lá como. Tem coisa que a gente não explica. A sensação deve ter sido forte mesmo, pois me fez voltar 12 anos depois. E ela ainda mexe comigo.



Muita coisa mudou. Na minha vida, MUITA coisa mesmo! Quando visitei a cidade pela primeira vez, era solteira e começava um novo trabalho. Hoje sou casada, tenho uma filha de 7 anos e... estou começando um novo trabalho. Nem tudo é tão diferente assim. E a sensação de déjà vu continua.



A cidade tem um novo aspecto. Dublin é hoje mais internacional do que da primeira vez que a conheci. Mais elegante, mais cosmopolita, mais movimentada. Contudo, o espírito da Irlanda ainda está aqui, presente nas mínimas coisas (little things), como na quantidade de crianças loirinhas, ruivas e sardentinhas na rua. Ou pelo sotaque delicioso que ouvimos por aí. Ou pela quantidade de Guinness consumida nos pubs que se espalham por todos os cantos e me lembram... minha própria cidade. E dá-lhe déjà-vu.



Every little thing she does is magic / Everything she do just turns me on /Even though my life before was tragic /Now I know my love for her goes on



Meu amor por Dublin continua, talvez agora revitalizado e ainda mais forte. Aqui nem a chuva que inesperadamente caiu nessa semana - o que não é tão comum nessa época do ano, mas tudo bem, já que em Boston também choveu - Mais déjà vu - consegue arrancar a magia que já se impregnou - no sentido melhor da palavra - por cada canto cheio de passado dessa cidade tão cheia de personalidade e vida própria.



Nem mesmo o fato da minha mala ter extraviado conseguiu tornar Dublin sem graça. Não foi a primeira vez que isso aconteceu comigo. A primeira vez, na verdade, foi quando viajei a...


Dublin. Déjà-vu, déjà-vu, déjà vu!




Do I have to tell the story / Of a thousand rainy days since we first met /Its a big enough umbrella /But its always me that ends up getting wet




Por isso esse post é uma carta de amor. Não é qualquer viagem que ganha uma trilha sonora. No segundo dia aqui, ouvi uma linda versão dessa música do The Police. E hoje, enquanto estava no GRAVITY BAR, que é o bar da fábrica da Guinness e que tem uma vista de 360 graus para toda a cidade, qual é a música que ouço? Sim, ela... De novo! E é uma música antiga, pelo amor de Deus! Se ainda fosse um sucesso estourando nas rádios.... Nada explica isso, a não ser... Déjà...




I resolve to call her up a thousand times a day / And ask her if shell marry me in some old fashioned way / But my silent fears have gripped me / Long before I reach the phone /Long before my tongue has tripped me /Must I always be alone?




Minha querida cidade, amanhã a deixarei com uma prece para que, da próxima vez, possa vir em companhia das pessoas que amo.




Mais magia do que essa vai ser até covardia!




See you soon, Dublin.




PS - A partir de junho representarei a escola LCI em Dublin. Quem se interessar (ou souber de alguém que se interesse) em estudar inglês na Irlanda, contem comigo! A escola, as pessoas, o ambiente, every little thing that this city does is magic!






2 comentários:

  1. Oi Luiza. Aqui é a Kika, amiga da Aninha. Adorei redescobrir o seu blog, atraves do bog da Aninha e os seus novos rumos profissionais. Estou na fase que não viaja nem para Sabará(todo mundo já entendeu que é força de expressão, não é?), então vou "viajar" nas viagens de vocês! Bjos!

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  2. Oi Kika!
    Esse mês foi meio diferente pra mim... Acho que agora vou ficar como você, curtindo as viagens dos meus passageiros! Abração e bom te ver por aqui!

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