sábado, 3 de outubro de 2009

E a gente ACHA que viaja...






Bom, a gente, leia-se: eu.

O que é que eu estou achando, pobre coitada de mim, que um dia me julguei capaz de criar um blog sobre viagem? Está certo que já passeei um bocado, é verdade. Mas um bocado comparado a quê?

A minha professora de Francês acha que esse negócio de comparar é uma bela de uma roubada.

Até o cara conhecer a classe executiva, acha que viajar de econômica é a oitava maravilha do mundo. Depois que a sorte o contempla, certo dia, com um tal de "upgrade"... Acabou-se a fantasia. Bom mesmo é a business class, o resto é, vamos dizer, resto...

Quando comecei a escrever aqui no Viajar Vicia, falei de uma conhecida minha, que mora em Londres, e que um dia acordou e decidiu passar um ano viajando pelo mundo. Claro que não deve ter sido bem assim, acredito, mas peço permissão para a intervenção da minha visão romântica. E não tenho dúvida que se tratou de uma decisão cercada de romantismo, até porque ela viajou com o namorado para conhecer nada mais nada menos do que... o mundo.

Uma volta ao mundo, com o namorado, por um ano. Ouvir novos idiomas a cada ponto da jornada, respirar diferentes odores, sentir temperaturas desconhecidas, brigar e fazer as pazes enquanto paisagens como essas que coloquei nesse post (SIM, foram eles que registraram esses cenários sem qualquer auxílio de photoshop, JURO!) ajudam a tornar o dia-a-dia desses dois um pouquinho diferente da rotina da grande maioria dos mortais...

Tinha um bocado de tempo que eu não dava uma lidinha na aventura dos dois, confesso. Só hoje, ao dar uma passadinha por lá, dei-me conta que eles partiram da Inglaterra em Outubro de 2008! E estão viajando até hoje! Minha professora que me desculpe, mas COMO não comparar? Coitados dos meus pacotes de uma semana na praia! Se eu juntar todas as viagens da minha vida não devem chegar nem perto do tempo de férias desses dois, que percorreram até agora um roteiro que contemplou o Peru, Bolívia, Chile, Argentina, Uruguai, Nova Zelândia, Fiji, Austrália, Bali, Java, Singapura, Malásia, Tailândia...

Não tô com inveja, gente... Tá, tô um pouco. E feliz por conhecer alguém assim, capaz de chutar o balde e meter o pé na estrada, brigar com escorpiões no chuveiro, nadar com tubarões, escalar montanhas... Um brinde ao ano sabático! Quem sabe um dia chego lá? (Em versão, digamos, um pouco menos radical...)

2 comentários:

  1. Oi Lois! Você e a sua professora têm razão. Como não comparar? E, ao mesmo tempo, bobagem comparar! Até eu colocar o pé na estrada, eu estava achando que 2 meses e meio de mochila eram um tempo pra lá de razoável. Isso até conhecer o Phil, que, em seu ano sabático, viajou as américas e a europa. Mas o Phil também tem com quem comparar: a Maya, a israelense que nos apresentou. Ela já estava na estrada quando o Phil a conheceu, em março de 2008 e continua viajando. Os israelenses, aliás, ganham medalha de ouro no quesito viagem! Depois do serviço militar obrigatório é muito comum os jovens de lá sairem pelo mundo. Resumo da ópera: seja uma semana na praia, seja um ano no mundo, viajar é sempre bom e melhor ainda quando se sabe apreciar e valorizar cada oportunidade!

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  2. Nossa, que barato saber isso dos israelenses, não tinha nem idéia! Obrigada por aumentar minha cultura!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1

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