sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Sob o sol de Curitiba


A revista de bordo da Gol traz a matéria sobre viajar sozinho.
Entre os pontos positivos, a vantagem de estar aberto a novos e inesperados roteiros.
Nada de limites definidos.
Fazer o que der na telha, mesmo que seja passar um dia de bobeira, tomando café e olhando o movimento na esquina, sem dever nada a ninguém.
Um tempo só seu.
Liberdade.

Embarco para Curitiba com horários apertados, reunião após reunião.
Não tenho tempo de passar um dia de bobeira, tomando café e vendo o movimento da esquina.
Não tenho condições de mudar o roteiro... O meu já está todo estabelecido por horários e mapas.
Também é impossível não dever nada a ninguém!
Mesmo assim, arranjo um minutinho e tomo um mate batido bem gelado.
Delícia.

Tem tanta coisa simples que enfeita o dia da gente.
Pegar o Mate Leão do copinho e bater no liquidificador com gelo, até formar uma espumona. (Por que não pensei nisso antes?)
Parceiros profissionais simpáticos.
Um taxista conversado, que sai da timidez e me pede para explicar porque diabos as pessoas precisam chegar no aeroporto uma hora antes do vôo.
Um quarto de hotel minúsculo, mas novinho, limpíssimo e com internet gratuita.
Um jantar sozinha em um restaurante bucólico de massas, com um garçom tão atencioso e bonzinho que chegou a me deixar sem-graça (olha esse prato de 24 reais, a sopa de 9... Servem bem e são uma delícia!).
Andar na rua sob um sol escaldante de 37 graus e mesmo assim apreciar a paisagem.
Uma praça com fonte.
Uma loja de design.
Uma confeitaria e delicatessen.
Um armazém charmoso com sorvetes importados.
Uma casa com um jardim na frente que dá vontade de morar.
Um castelo que hoje recepciona eventos.
Um novo shopping moderno.
Um velho shopping com decoração natalina.

O Brasil é muito, muito grande.
Tantas coisas estão aí para serem exploradas, descobertas, amadas.
Dessa vez fui correndo, atarefada, sob o sol de Curitiba.

Mas fui feliz.
E a cada mês sou um pouco mais.
E agrego em mim mais um novo pedaço desse país continental.

sábado, 7 de novembro de 2009

Sobre as nuvens de Floripa






Viajar sozinha é um barato em alguns aspectos. Exemplos?

-É uma chance de finalmente ler as revistas que seguem empilhadas e abandonadas no meu porta-revistas sem que eu tenha a chance de olhar para as pobres coitadas.

-É a oportunidade de fazer coisas meio "queima filme", tipo ficar tirando foto da janela do avião estilo turista deslumbrada, que afinal de contas eu sou mesmo e quer saber?... Não tô nem aí, quem achar estranho que ache! :) Falando nisso, confiram as fotos deste "post" que retratam minha chegada a Floripa.

-É a hora de tirar fotos de si própria e ver como elas saem (sim, isso é esquisito, mas não deixa de ser um passatempo divertido!).

-É o tempo que a gente tem para fazer as listas de coisas pendentes que lotam as nossas agendas, tais como "quem vou presentear no Natal" ou "consultas médicas que tenho de marcar até o final do ano" ou "providências que tenho que fazer para a casa nova" (essa tá grande) ou "próximos lugares para os quais viajarei".

-É o momento de dormir com a boca aberta no assento do avião (tenho a ligeira impressão de que fiz isso na minha volta de Florianópolis para BH). Isso é raro, para mim raríssimo, mas tenho me sentido tão cansada com essa correria de ultimamente que estou achando o máximo tirar uma soneca inesperada!

-É a chance de prestar atenção na conversa dos outros e rir sozinha. Às vezes me impressiona como temos a capacidade de travar conversas de horas a fio com pessoas totalmente desconhecidas, e o pior, tornar a conversa de tal maneira empolgada que parece fazer parte de um repertório de dois amigos de infância! Acho que isso é algo da nossa cultura mesmo, é único e muito, muito divertido!

-É a hora de conferir quem anda embarcando pelos aeroportos do Brasil na revista de bordo (Sim, eu gosto dessa parte e não, não sei explicar o motivo!!!).

Bom, mas o post é sobre Floripa!
E a primeira coisa que me veio à cabeça quando a conheci há alguns anos foi a vontade de morar ali.
Fui a Floripa em algumas ocasiões, e sempre a trabalho.
Não sei como é o dia-a-dia da cidade, não sei como é a dinâmica do trânsito, não sei como é nada, no fundo, e mesmo assim, tudo que senti foi "nossa, que vontade de morar aqui".
Isso se passou também em Londrina.
E em Sydney, na Australia.
Que engraçado isso, mas até hoje realmente foram as três cidades onde tive essa sensação.
Tenho que descobrir o que há de comum entre as três.
Às vezes foi o meu estado de espírito enquanto passeava por elas.
Quem sabe.
Acho que preciso ir de novo a Londrina.
E a Sydney,claro.
Quem sabe assim...