domingo, 27 de dezembro de 2009

10 coisinhas que deixam a gente feliz nas férias


Ontem passei a manhã arrumando o quarto da Júlia.
Adoro fazer esse tipo de coisa no final do ano, sabe aquela sensação de arrumar os pertences e, de tabela, os pensamentos?
Pois é. Foi numa dessas que encontrei um caderninho que Júlia e sua turminha de colegas produziram no segundo período, e que se chama "23 coisinhas que nos deixam felizes". Nele, lindamente ilustrado pela minha filhota, cada coleguinha elegeu sua "coisinha", aquele momento lindo e mágico (e principalmente, SIMPLES), que é capaz de deixar uma criança feliz.

Então me lembrei que havia prometido contar a vocês se havíamos conseguido ser criativos o suficiente para aproveitar as férias na praia, mesmo sem mergulhos na piscina e no mar por causa do queixinho suturado da Júlia.

Vão aí, então, as "10 coisinhas que deixaram a gente feliz nas férias apesar dos 3 pontinhos...(no queixo)"

1)Ficar de bobeira na parte ultra-rasa da piscina (protegida pela sombra), sentadinho e com água até a cintura.
2)Pedir uma água de côco e tomá-la sem precisar sair da parte ultra-rasa da piscina (protegida pela sombra).
3)Achar uma "panela" no mar (um pedaço mais sem onda e meio piscinão) e ficar brincando por ali, às vezes ousando deixar que a água passe dos joelhos.
4)Brincar de baralho das Princesas da Disney e morrer de rir com o Marcelo que chama a Bela de "Cortinão Amarelo", a Aurora de "Rosilda", a Ariel de "Peixe Frito", a Cinderela de "Azulão" e por aí vai...
5)Desenhar na areia com um "pauzinho próprio para desenhar na areia" que um dia o Marcelo descobriu em uma das praias que fomos e Júlia guarda até hoje.
6)Tirar 1.300 fotos quando o sol está quase no horizonte e o mar fica com aquele tom de rosa com dourado, inexplicável de bonito.
7)Ficarmos acomodados em um quiosque à beira-mar e almoçar ao som das ondas e com o visual daquele oceano sem fim.Pé na areia, peixe no estômago, é ruim de querer voltar pra casa...
8)Ver Seção da Tarde comendo chocolate do Frigobar e curtindo o ar-condicionado do quarto. Não sei dizer quantos ANOS faziam desde a última vez que tive a sensação de ver "Esqueceram de mim 3" Dublado em uma quarta-feira à tarde.
9)Ver Júlia se divertir horrores caçando Vampiros à noite com os monitores do Hotel.
10)Como é interessante vivenciar aquilo que a gente sempre soube, mas quando sente, quanta diferença... A certeza de que o que torna os lugares especiais são realmente as pessoas.
FELIZ 2010!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Uma piscadela de olho para uma São Paulo que pisca

Mal pisquei os olhos e já abri de novo.
3 e meia da manhã. Inacreditável.
Minha cabeça pulsa: dor, dor aguda, dor, dor aguda...
Liguei pro táxi para me deixar no terminal do ônibus que vai para o aeroporto, mas ninguém atendeu. Tentei outro número. Ninguém de novo.
Lá vai Marcelo me levar... Quatro e quinze da manhã, ninguém merece! Acho que dessa vez mereci :)
O embarque saiu no horário, mas o vôo não. Meia hora de atraso, tudo bem. Estava com folga de horário.
Dor, dor aguda, dor, dor aguda, Neosaldina.
Cookie (rio ao lembrar do Marcelo dizendo que aquilo é uma arma para jogar na cabeça da aeromoça), suco de laranja, dor, dor aguda...
Como assim, não tem fila para o táxi, será que desci em Congonhas mesmo?
Ah, tá, é quase Natal. Agora todo mundo sai, ninguém entra - explica o taxista.
Meia hora para a primeira reunião, passeio por vitrines fechadas.
Lindo o dia, sol a pino, compro um Tylenol na Farmácia.
Tenho que esperar 6 horas para tomá-lo, eu sei.
Depois da reunião, vôo para o Starbucks da esquina.
Chai Tai gelado (o paraíso), cookie de aveia, cheiro de Estados Unidos, dor, dor aguda.
Mais reunião, mais um taxista simpático, desses que não tem medo de perguntar para outro taxista onde é a tal rua que ninguém conhece mas que estava tão pertinho.
Perto da padaria Letícia. Perto de alguma farmácia?
Dor, dor aguda, minha cabeça parece estourar.
Outra reunião, de lá parto para o encontro da hora do almoço.
Mais cheiro de Estados Unidos. A lanchonete remete aos anos cinquenta e seus tradicionais e famosos Hamburguers americanos.
Lotado? Sim, fico no balcão, não tem problema.
Começo a tremer. Acho que é fome. Depois do almoço tem Tylenol.
Me dá o hamburguer mais saudável do Cardápio e enche de Onion Rings dentro.
Não, não sou de ferro, não sou nem de longe como os moços insandecidos que preparavam 15 hambúrguers ao mesmo tempo, conferindo comandas, correndo de um lado para o outro, colocando luvas, montando o sanduíche, tirando luvas, cobrando no cartão, está satisfeito, sobremesa, um café, muito obrigado, Feliz Natal.
Sim, é quase Natal.
O trânsito flui.
Não tanto em algumas partes, mas na maioria.
Sinto como se estivesse em um reality show, com X horas para cumprir o roteiro X.
Engraçado, sei que estou dando voltas, sei que havia um roteiro mais inteligente, sei, sei, sei.
Mas não importa, estou no horário, cumpro o conograma com perfeição.
Feliz Natal, despeço-me do motorista e entro novamente no aeroporto de Congonhas com duas horas de antecedência do meu vôo.
Consigo antecipar.
Comemoro.
O avião atrasa.
Choro. Não é de tristeza, é a dor de cabeça. Tô no limite.
Não vou tomar outro remédio, fico com receio. Melhor esperar chegar em casa.
Tensão no vôo, tô doente e carente.
O pouso não é sutil, mas estou em casa.
Ao desembarcar, vejo as luzes que piscam em Confins.
Não me intimido e tiro fotos.
Meu coração se ilumina.
É Natal, tempo de paz, e quem diria, de trabalho em São Paulo.
Engraçado fazer visitas nessa época.
Bom ouvir Feliz Natal de todos que passam.
E melhor ainda é desejá-lo. A todos. A você.
Que continuemos nessa estrada...

Árvore no Parque Ibirapuera. Tirei a foto de dentro do táxi... Queria ver à noite!

Árvore no aeroporto de Confins! Em casa, enfim! Feliz Natal a todos!!!!!!!!!!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Se tudo na vida fosse planejado...


Eu saberia arrumar as malas, só para relembrar meu post anterior.
Poderia pacientemente criar os "looks" de cada dia e, assim, não trazer todo o meu guarda roupa para a praia.
Se tudo fosse planejado, bem pensado, certamente eu aprenderia com os erros anteriores.
Ou com as experiências prévias.
Se tudo fosse planejado, eu me lembraria de que na praia passamos o dia de bíquini e chinelos Havaiana.
E que meu casaco cinza, minha calça jeans, meu All-Star preto, minhas três meias soquete e mais trocentos ítens desnecessários que trouxe só servem para encher as gavetas do quarto do hotel.
Se tudo fosse planejado, minha filhinha não teria cortado o queixo na piscina.
Ai, desespero ao vê-la chorando e eu, na maior tremedeira do mundo, dizendo "calma, fica tranquila, mamãe tá aqui,toma uma Sukita para acalmar" (e o copo só faltou cair da minha mão!).

Um baita susto (em todos, talvez em mim, principalmente), três pontos (no queixo da Juju), um curativo grandão (idem), dias de molho nas férias (de novo para todos)...

O problema é que, nesse caso, molho não quer dizer "molhado", pois a realidade é a mais oposta disso possível - e a mais seca também...

O mar e a piscina vão ficar só para os pezinhos... (ao menos o corte não foi no pé, certamente daria muito mais trabalho!).

Se tudo fosse planejado, não teríamos imprevistos.
Se não fôssemos criativos, não saberíamos lidar com eles.
Ainda bem que temos criatividade de sobra para testá-la nessa semana na praia sem praia.
Depois conto como foi.
Beijos, já um pouco menos nervosos, de uma mãe aflita em Ilhéus.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Arrumando malas e mentes


Adoro esse título.
Não é meu, infelizmente...
Um dia o li em um artigo que lidava sobre preparação para intercambistas e me apropriei dele, assim, sem pedir licença.
O texto dizia que a arrumação da bagagem conta muito sobre a personalidade do viajante.
Há aquele enraizado, que tem dificuldades de se libertar, e com isso carrega o mundo a tiracolo.
Em compensação, há o aberto para o mundo, o literalmente "sem lenço e sem documento", que viaja com uma mochila praticamente lotada de espaço para o novo...

Se eu seguir esse raciocínio e procurar me analisar a partir da arrumação da minha mala, vou pirar.
Acho que na categoria "preparação de bagagem" minha nota é abaixo da crítica.
Primeiro é que me estresso. Levo um dia organizando a bendita, independente de ser uma viagem de 3 ou de 15 dias.
Praticamente despenduro tudo o que está no armário. Pego, olho, dobro, ponho em cima da cama. Quando percebo, lá está uma pilha de dar medo. Impossível usar tanta roupa. Tiro metade. Mas e aquela blusa preta, ela é bem coringa... Ponho de novo. Mas vai estar calor... Tiro. E aí tem início a via-sacra!

Quando chego ao destino, cadê a escova de dentes? Esqueço 4 vezes a cada 5. Lá vou eu na farmácia comprar. Na última viagem a Curitiba, foi ela e o desodorante. Acabei comprando um em forma de pomada, achei o máximo, o duro foi quase confundí-lo com a pasta de dente...

Há alguns anos (uns BONS anos, diga-se de passagem) realizei um sonho de consumo e comprei uma valise dura, daquelas CHIQUÉEEERIMAS, tipo container, preta e sem jeito de puxar (ela até tinha rodinha, mas se puxava com uma fita que no fundo não prestava pra nada e só fazia a danada da bagagem tombar para os lados). Meu Deus, que viagem comprar aquela coisa! Não existia mala mais sem alça no mundo do que aquela trambolha preta pesadésima, que mesmo vazia já quase estrapolava a franquia de peso. E eu lá, carregando o treco. E me achando o máximo.

O pior foi quando pedi emprestado um exemplar daquelas mochilas enormes de colocar nas costas, tipo bagagem de quem vai pra Machu Pichu, e que eu, inocentemente, achei que teria condições físicas de portar. Que INFERNO de peso era aquele que causava uma dor INSANA nas costas! Tive que sair por Nova Iorque procurando um carrinho de rodinhas para encaixar aquela porcaria e sair empurrando!!!!!!!!

Quantos hematomas já ganhei carregando malas com meu desajeito... Sobe carregando peso por escadas, desce para pegar o metrô, bate com a mala na canela (enquanto é a sua, ainda vai...)

Isso me fez lembrar de uma vez em Paris, quando levei um grupo de adolescentes. O ônibus que foi nos buscar no aeroporto não comportou nem metade das malas do povo(como nós, brasileiros, carregamos bagagem, meu DEUS!). Resultado: fiquei no aeroporto com o resto das valises, claro. Eu, as malas e Deus, lá no Charles de Gaulle. Quando chega o outro ônibus, lá vou eu procurando quem é que vai carregar aquela quantidade de bagagem para dentro do veículo. Demorou uns cinco minutos para eu perceber que era eu, euzinha, que ia ter de fazer todo o serviço. E depois ainda me perguntavam porque eu chegava no Brasil doente, magrinha, abatida rs rs rs

Minha cunhada quer perder uma festa de confraternização para arrumar as malas de sua viagem a Nova Iorque. "Vai velejar por dois anos?"- pergunta um primo. Mal sabe esse meu primo que certo dia, lá na Disney, sua amada mãe, que viajava comigo, perdeu um dia de passeio para ficar no quarto do hotel justamente arrumando a sua bagagem!

E a amiga que fiz na minha primeira viagem à Disney que simplesmente ADORAVA organizar minunciosamente todas as malas das companheiras de quarto?

É, tem doido pra tudo. E mala para todos os tipos de doido.

Só sei que devo ter evoluído, pois há meses não despacho minha bagagem nas viagens que faço a trabalho. Vou com a mochila do computador nas costas e uma maxi-bolsa que comporta os ítens necessários e a muda de roupa do dia seguinte.

Um espírito evoluído, acho que é isso que estou me tornando.

E daí se esqueço a escova de dentes de vez em quando? Pô, deixa de ser mala!!!!!!!!