domingo, 6 de dezembro de 2009

Arrumando malas e mentes


Adoro esse título.
Não é meu, infelizmente...
Um dia o li em um artigo que lidava sobre preparação para intercambistas e me apropriei dele, assim, sem pedir licença.
O texto dizia que a arrumação da bagagem conta muito sobre a personalidade do viajante.
Há aquele enraizado, que tem dificuldades de se libertar, e com isso carrega o mundo a tiracolo.
Em compensação, há o aberto para o mundo, o literalmente "sem lenço e sem documento", que viaja com uma mochila praticamente lotada de espaço para o novo...

Se eu seguir esse raciocínio e procurar me analisar a partir da arrumação da minha mala, vou pirar.
Acho que na categoria "preparação de bagagem" minha nota é abaixo da crítica.
Primeiro é que me estresso. Levo um dia organizando a bendita, independente de ser uma viagem de 3 ou de 15 dias.
Praticamente despenduro tudo o que está no armário. Pego, olho, dobro, ponho em cima da cama. Quando percebo, lá está uma pilha de dar medo. Impossível usar tanta roupa. Tiro metade. Mas e aquela blusa preta, ela é bem coringa... Ponho de novo. Mas vai estar calor... Tiro. E aí tem início a via-sacra!

Quando chego ao destino, cadê a escova de dentes? Esqueço 4 vezes a cada 5. Lá vou eu na farmácia comprar. Na última viagem a Curitiba, foi ela e o desodorante. Acabei comprando um em forma de pomada, achei o máximo, o duro foi quase confundí-lo com a pasta de dente...

Há alguns anos (uns BONS anos, diga-se de passagem) realizei um sonho de consumo e comprei uma valise dura, daquelas CHIQUÉEEERIMAS, tipo container, preta e sem jeito de puxar (ela até tinha rodinha, mas se puxava com uma fita que no fundo não prestava pra nada e só fazia a danada da bagagem tombar para os lados). Meu Deus, que viagem comprar aquela coisa! Não existia mala mais sem alça no mundo do que aquela trambolha preta pesadésima, que mesmo vazia já quase estrapolava a franquia de peso. E eu lá, carregando o treco. E me achando o máximo.

O pior foi quando pedi emprestado um exemplar daquelas mochilas enormes de colocar nas costas, tipo bagagem de quem vai pra Machu Pichu, e que eu, inocentemente, achei que teria condições físicas de portar. Que INFERNO de peso era aquele que causava uma dor INSANA nas costas! Tive que sair por Nova Iorque procurando um carrinho de rodinhas para encaixar aquela porcaria e sair empurrando!!!!!!!!

Quantos hematomas já ganhei carregando malas com meu desajeito... Sobe carregando peso por escadas, desce para pegar o metrô, bate com a mala na canela (enquanto é a sua, ainda vai...)

Isso me fez lembrar de uma vez em Paris, quando levei um grupo de adolescentes. O ônibus que foi nos buscar no aeroporto não comportou nem metade das malas do povo(como nós, brasileiros, carregamos bagagem, meu DEUS!). Resultado: fiquei no aeroporto com o resto das valises, claro. Eu, as malas e Deus, lá no Charles de Gaulle. Quando chega o outro ônibus, lá vou eu procurando quem é que vai carregar aquela quantidade de bagagem para dentro do veículo. Demorou uns cinco minutos para eu perceber que era eu, euzinha, que ia ter de fazer todo o serviço. E depois ainda me perguntavam porque eu chegava no Brasil doente, magrinha, abatida rs rs rs

Minha cunhada quer perder uma festa de confraternização para arrumar as malas de sua viagem a Nova Iorque. "Vai velejar por dois anos?"- pergunta um primo. Mal sabe esse meu primo que certo dia, lá na Disney, sua amada mãe, que viajava comigo, perdeu um dia de passeio para ficar no quarto do hotel justamente arrumando a sua bagagem!

E a amiga que fiz na minha primeira viagem à Disney que simplesmente ADORAVA organizar minunciosamente todas as malas das companheiras de quarto?

É, tem doido pra tudo. E mala para todos os tipos de doido.

Só sei que devo ter evoluído, pois há meses não despacho minha bagagem nas viagens que faço a trabalho. Vou com a mochila do computador nas costas e uma maxi-bolsa que comporta os ítens necessários e a muda de roupa do dia seguinte.

Um espírito evoluído, acho que é isso que estou me tornando.

E daí se esqueço a escova de dentes de vez em quando? Pô, deixa de ser mala!!!!!!!!

5 comentários:

  1. Não foi bem assim não, né dona Lú? Rsrsrs
    Realmente não fui ao passeio (pois era um passeio que não me interessava), mas passei no máximo umas 2 horas arrumando as malas. O resto do tempo, sai para passear, fazer compras e almoçar nas imediações do hotel. Passei um dia solitária, mas bem gostoso, pois tudo isso faz parte de uma viagem... escolher o que fazer, como e quando. Sentir a cidade sózinha e apreciar as coisas à nossa maneira...
    Saudades daquela viagem!... Foi boa demais!!!
    Um beijão prá você e fique com Deus.

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  2. Hahahahahahahaha.... SABIA que você ia reclamar rs rs rs...
    Mas o deixa o dia inteiro mesmo, foi uma licença poética...
    Se bem que, já que não ficamos no hotel com você, vai saber se foram só duas horas mesmo kkkk
    Beijos!

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  3. Não é bem assim né Lu, não exagera!!!!!!! Talvez vou perder a festa porque vou viajar no dia seguinte bem cedo e terei que arrumar a mala de 3, ou 4!!!!!Mas tudo bem, o espírito é esse e o texto ficou ótimo, fora que eu odeio arrumar mala, que mala!!!!!!!

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  4. Tá todo mundo revoltado kkkkk
    Só eu que vou assumir a dificuldade em arrumar essas DELICIOSAS (para não dizer outra coisa)bagagens sem alça?

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  5. Eu fiquei me lembrando das viagens que fizemos juntas...a arrumsação das mals sempre foi aquela tragédia! Será que lá vai estar frio? Mas e se estiver quente? Depois das malas arrumadas, será que não estou levando roupas demais??? Faz parte. Depois é só diversão e a gente esquece tudo. Bem, esquece até planejar uma nova viagem Aí começa tudo de novo...

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