quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Uma piscadela de olho para uma São Paulo que pisca

Mal pisquei os olhos e já abri de novo.
3 e meia da manhã. Inacreditável.
Minha cabeça pulsa: dor, dor aguda, dor, dor aguda...
Liguei pro táxi para me deixar no terminal do ônibus que vai para o aeroporto, mas ninguém atendeu. Tentei outro número. Ninguém de novo.
Lá vai Marcelo me levar... Quatro e quinze da manhã, ninguém merece! Acho que dessa vez mereci :)
O embarque saiu no horário, mas o vôo não. Meia hora de atraso, tudo bem. Estava com folga de horário.
Dor, dor aguda, dor, dor aguda, Neosaldina.
Cookie (rio ao lembrar do Marcelo dizendo que aquilo é uma arma para jogar na cabeça da aeromoça), suco de laranja, dor, dor aguda...
Como assim, não tem fila para o táxi, será que desci em Congonhas mesmo?
Ah, tá, é quase Natal. Agora todo mundo sai, ninguém entra - explica o taxista.
Meia hora para a primeira reunião, passeio por vitrines fechadas.
Lindo o dia, sol a pino, compro um Tylenol na Farmácia.
Tenho que esperar 6 horas para tomá-lo, eu sei.
Depois da reunião, vôo para o Starbucks da esquina.
Chai Tai gelado (o paraíso), cookie de aveia, cheiro de Estados Unidos, dor, dor aguda.
Mais reunião, mais um taxista simpático, desses que não tem medo de perguntar para outro taxista onde é a tal rua que ninguém conhece mas que estava tão pertinho.
Perto da padaria Letícia. Perto de alguma farmácia?
Dor, dor aguda, minha cabeça parece estourar.
Outra reunião, de lá parto para o encontro da hora do almoço.
Mais cheiro de Estados Unidos. A lanchonete remete aos anos cinquenta e seus tradicionais e famosos Hamburguers americanos.
Lotado? Sim, fico no balcão, não tem problema.
Começo a tremer. Acho que é fome. Depois do almoço tem Tylenol.
Me dá o hamburguer mais saudável do Cardápio e enche de Onion Rings dentro.
Não, não sou de ferro, não sou nem de longe como os moços insandecidos que preparavam 15 hambúrguers ao mesmo tempo, conferindo comandas, correndo de um lado para o outro, colocando luvas, montando o sanduíche, tirando luvas, cobrando no cartão, está satisfeito, sobremesa, um café, muito obrigado, Feliz Natal.
Sim, é quase Natal.
O trânsito flui.
Não tanto em algumas partes, mas na maioria.
Sinto como se estivesse em um reality show, com X horas para cumprir o roteiro X.
Engraçado, sei que estou dando voltas, sei que havia um roteiro mais inteligente, sei, sei, sei.
Mas não importa, estou no horário, cumpro o conograma com perfeição.
Feliz Natal, despeço-me do motorista e entro novamente no aeroporto de Congonhas com duas horas de antecedência do meu vôo.
Consigo antecipar.
Comemoro.
O avião atrasa.
Choro. Não é de tristeza, é a dor de cabeça. Tô no limite.
Não vou tomar outro remédio, fico com receio. Melhor esperar chegar em casa.
Tensão no vôo, tô doente e carente.
O pouso não é sutil, mas estou em casa.
Ao desembarcar, vejo as luzes que piscam em Confins.
Não me intimido e tiro fotos.
Meu coração se ilumina.
É Natal, tempo de paz, e quem diria, de trabalho em São Paulo.
Engraçado fazer visitas nessa época.
Bom ouvir Feliz Natal de todos que passam.
E melhor ainda é desejá-lo. A todos. A você.
Que continuemos nessa estrada...

Árvore no Parque Ibirapuera. Tirei a foto de dentro do táxi... Queria ver à noite!

Árvore no aeroporto de Confins! Em casa, enfim! Feliz Natal a todos!!!!!!!!!!

2 comentários:

  1. olá querida !

    quero te desejar um Feliz Natal cheio de alegrias e um Ano Novo repleto de grandes surpresas e realizações !!

    bjos

    LuRussa

    PS. vc é mto bonita !

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  2. Concordo com a LuRussa! Rsrsrs
    Tudo de ótimo prá você também minha afilhadinha escritora (e das melhores!!!)
    Que o próximo ano seja melhor do que esse, e principalmente sem dores (eu que o diga!!!!!!)
    Que Deus abençoe muito à você e sua família.
    Paz e Bem!
    Tia Cid@

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