sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Viajar pra quê? Ou melhor, pra QUEM?


Sei que cada pessoa é de um jeito,
Que cada jeito acompanha uma vontade,
Que para cada vontade tem um destino,
Que pra cada destino tem...
Uma viagem.

Nos últimos tempos, contudo, um assunto vem incomodando minha mente com frequência:
No momento da escolha da rota a ser seguida, da definição do lugar a ser visitado,
o que é que anda valendo mais?
Será o desejo pessoal, ou a corrida pelo que é mais desejado (pelos outros)?

No momento de tirar as fotos, de onde anda partindo a inspiração? Da busca pela recordação, ou da necessidade de dizer aos outros "eu fui" através de imagens, de posts em blogs, de publicações nas redes sociais?

Compartilhar é bom e necessário. Mas é clara a diferença, por exemplo, entre os excelentes blogs que encontro pela rede e que tanto nos informam e divertem, e aqueles que tratam os leitores como uma espécie de espelho para alimentar o sentimento narcisista de quem os escreve.

O mundo é uma vitrine, cada vez mais. Os pacotes estão espalhados nas prateleiras, separados em categorias variadas, como preço, duração, nível de conforto... Cidade ou natureza? Diversão ou calmaria? Solteirice ou família? Compras ou retiro espiritual?

São muitas as variáveis!!!!! Seria bom, entretanto, que, independente do que move o viajante (busca do conhecimento, necessidade de consumo, tempo para si próprio ou para a família, resgate do romantismo) que essa vontade ou necessidade partisse dele próprio.

Afinal, viajamos para nós ou para os outros????

Algo a se pensar...

Um 2011 de SIGNIFICATIVAS descobertas para todos nós!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Terceira vez em Buenos Aires






Terceira vez em Buenos Aires! Puxa, nem acredito!

Há pouco tempo, ainda neste ano, escrevi um post contando sobre minha segunda visita à capital Argentina, quando viajei a trabalho.

Óbvio que passear sem compromisso tem outro gosto. Dessa vez, o objetivo era tornar a viagem um programa agradável para minha filha de 8 anos. Afinal de contas, a primeira experiência internacional tem que ser especial, ainda mais para quem tem uma mãe cujo trabalho é espalhar jovens brasileiros pelo mundo!!!

Dá-lhe pesquisa prévia na internet... Achei um blog super interessante chamado “Buenos Aires para niños”. Aproveito para divulgar o endereço: buenosairesparaninos.blogspot.com

De leitura fácil e dinâmica, o blog traz dicas muito úteis para pais e mães ávidos por apresentar as melhores opções portenhas aos seus pimpolhos. Vi que conhecia, mas não conhecia Buenos Aires. Aliás, eu tenho essa impressão o tempo inteiro. Um exemplo? O blog Conexão Paris, que amo de paixão. Não importa o quanto você vá à cidade, se resolver dar uma lida no blog, vai descobrir um cantinho imperdível, uma loja magnífica, um programa fundamental que você NÃO FEZ, NÃO DESCOBRIU, NÃO FOTOGRAFOU enquanto estava lá!!!! Que ódio!!!! Rs rs rs...

Por outro lado, viagem é assim mesmo. Única. Customizada. Cada um tem a sua, com seu cheiro, seu tempo, seu valor. Não dá pra comparar. Comparar é fonte de tristeza, na maioria das vezes. A comparação tem que ser com o nosso objetivo: descansar, comprar, não fazer nada, treinar o idioma, achar um namorado, divertir a prole, enfim, cada um tem o seu (ou seus). Objetivos alcançados? Ótimo. Não alcançados? Mais um motivo pra voltar!

Adoro colecionar as impressões que tenho dos lugares quando passo por eles. Antes eu escrevia diários de viagens e anotava os detalhes dos mais detalhistas possíveis, do tipo “comi ovo quente, meio mole e meio duro” no café da manhã. Agora tiro fotos e coleciono impressões, coisas do tipo:

-Loja de criança (roupas, acessórios) na Argentina é TUDO DE BOM. Fabulosas e criativas! Exemplos? MIMO, Grisino, ZUPPA, Owoko...

-Tudo em Buenos Aires respira Design... Ao passear pelas ruas de Palermo e ficar espiando as lojinhas de presentes, decoração e papelarias, parece que nosso bolso grita COMPRAAAAA... A solução é entrar correndo em uma das sorveterias Freddo (www.freddo.com.ar) e literalmente esfriar a cabeça (em alto estilo, claro!). Delícia de sorvetes, delícia, delícia, delícia!

-Apesar de estar faltando cuidados e manutenção, o Zoológico de Palermo (www.zoobuenosaires.com.ar) é um programa imperdível, principalmente porque proporciona uma interação entre os animais e as crianças, que podem alimentá-los com uma comidinha própria vendida em quiosques espalhados pelo Zoo! Claro que Júlia amou e ficou louca... Não posso deixar de mencionar que carregar aquele saquinho de comida nas mãos me causou o MICO do ano! (Acho que Zoológico é um local perfeito pra pagar mico). Alguns patos, que ficam soltos, vieram correndo pra cima de mim e eu praticamente atropelei um!!! Enquanto caminhava pra me desvencilhar do coitado, a coisa piorava e virou uma confusão completa! Coitado do bicho!!!! Coitada de mim (Que vergoooonha). Ah, e no Zoo tem urso polar, pinguim e show de lobo marinho! Tudo inédito para a Júlia, que ficou extasiada!

-Como faz diferença uma cidade arborizada! Como é lindo passear a pé por uma capital que tem áreas verdes, parques, lindas árvores enfeitando as ruas... Tudo isso minimiza o aspecto de metrópole e traz um obrigatório frescor para passeios feitos em dias cuja temperatura acusava mais de 30 graus à sombra...

-Como faz diferença uma piscina no hotel, principalmente quando se está com crianças... Um pulo na água revigora qualquer programa que envolva caminhar 15 quarteirões à busca de uma lojinha (www.sopadeprincipe.com.br). Uma fábrica de “xepas”, como resumiu minha filha, que estava à busca desesperada de uma bonequinha de pano, meio monstrinha... Curiosos? É só dar uma olhadinha no site acima pra ver do que estou falando. Ah, e palmas para o Hotel Madero (www.hotelmadero.com), excelente opção de hospedagem em Buenos Aires, com funcionários solícitos, mimos diários, e uma gerente de marketing que lê a pesquisa de satisfação que você deixa preenchida e responde item por item!

-Absorver cultura faz bem para os poros, para a mente e para o coração. Nossa visita envolveu um pulinho no EL MUSEO PARTICIPATIVO DE CIENCIAS, que fica dentro do Centro Cultural Recoleta (www.mpc.org.ar). Muito, muito legal!

No próximo post tem mais.... Beijos!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Orgulho dos meus intercambistas!


Tenho muita sorte.

Bato no peito e repito quantas vezes for necessário:
-Que orgulho dos meus intercambistas!

É deles que vem minha satisfação profissional, uma satisfação colhida a cada novo sorriso que descubro nas visitas ao Facebook.

Luiza, tá nevando!
Descobri um novo amor!
Terminei com a namorada!
Tirei A em tudo!
Tô com saudades de arroz com feijão!
Vou sentir saudades dos doces do Halloween!
Tô feliz demais!
Tô com saudades demais!
Tô triste demais!
Tô feliz de novo!
Tá -10 e eu tenho que ir pra escola!
Tô amando esse intercâmbio!
Quero voltar pra casa!
Quero ficar mais tempo!

Orgulho, orgulho, orgulho! São cinco ou dez meses, mas parecem uma vida.
Meninos que voltam homens, mocinhas que voltam mulheres.
Cinco ou dez meses, e muitos quilômetros de vida percorridos em uma estrada que se conquista sozinho, com um combustível danado de raro que se chama CORAGEM.

Hoje um de meus intercambistas, o Thiago, me chamou enquanto estava mexendo no meu computador aqui em casa. Mundo pequeno, esse. Enquanto conversava com alguns primos, cada um em sua casa (e em cidades diferentes), lá estava o Thiago me perguntando se eu já tinha visitado o seu blog.

Não tinha, mas corri pra ver. Corri e estacionei, li cada palavrinha com quase orgulho de mãe (a mãe dele que me dê licença...). Li e senti uma satisfação imensa ao perceber que um intercâmbio vale a pena quando se enxerga a essência da experiência.

Não é comparar por comparar.
Ou se deslumbrar com o alheio.
Ou bater no peito e dizer 'orgulho de ser brasileiro' que nem eu fiz logo acima com meu 'orgulho dos intercambistas'.

É muito mais do que isso.

É desenvolver o pensamento crítico de maneira construtiva.

É crescer, por dentro e por fora (e às vezes para os lados).

É voltar maior, com o pensamento maior, com uma força de vontade maior, com a capacidade de aprendizado maior.

Esse post de hoje vai em homenagem aos adolescentes corajosos que partiram para essa empreitada, e aos pais mais corajosos ainda (não poderia nunca me esquecer deles) que disseram "Vai, filho, o mundo te espera e eu estou aqui por você".

Se Thiago me permitir (nem pedi, mas acho que ele não vai ligar), vou dizer que vale a pena conferir seu blog www.thiagoquaresma.com

E com orgulho me despeço...

domingo, 14 de novembro de 2010

Paixão à segunda vista.





Não que eu não tenha me apaixonado à primeira vista...

Nosso primeiro encontro foi, sem qualquer sombra de dúvida, bastante forte, animado, delicioso! Visitar Santiago pela primeira vez, há dez anos, teve um toque de inédito por contar com a companhia de pessoas muito especiais para mim: Minha mãe, minha prima Juliana e minha amiga Margareth. Claro que nos divertimos muito, principalmente porque estávamos todas por conta do "à tôa". Nosso único compromisso era passear, e só. Quanto privilégio...

Mas ao contrário do que ocorre com a grande maioria das pessoas, minha paixão à segunda vista pela capital chilena conseguiu suplantar a primeira (e MUITO!). Santiago mudou bastante e é hoje uma cidade linda, acolhedora, limpa, consideravelmente segura, moderna e cosmopolita. Sem contar a excelente receptividade do povo chileno, sempre acolhedor e amigo.

Apesar de ter viajado a trabalho, tive a feliz oportunidade de "sentir" o clima da cidade ao rodar para cima e para baixo (de táxi, metrô, e também de carona com parceiros profissionais) pelas "comunas" (bairros) de Santiago, cada uma com sua característica própria... Abaixo, seguem algumas impressões que fui recolhendo pelo caminho, já que essas viagens são sempre um mosaico de informações colhidas na rua, nos escritórios, na internet, no hotel, e, principalmente, captadas por nossa anteninha de turistas, atentos a tudo e aos mínimos detalhes, procurando usufruir ao máximo o que essa cidade apaixonante tem para nos mostrar, seja na primeira, segunda, terceira, quarta visita...

1) É impressionante o quanto a cidade é arborizada, principalmente o bairro da Providência, onde me hospedei. Ao andar pelas ruas residenciais, vemos os muros repletos de trepadeiras, flores enfeitando as calçadas, árvores dos mais diversos tipos que se entrelassam formando verdadeiros túneis para a passagem dos carros e pedestres. Em uma cidade poluída como Santiago, essa presença do verde é um fator importantíssimo!

2) A cidade reúne as mais diversas tribos que parecem conviver em perfeita harmonia. Cabelos coloridos, casais gays, emos, adolescentes uniformizados (saindo da escola) e integrantes da terceira idade parecem conviver no mesmo espaço em ordem e harmonia.

3) Os parques públicos parecem feitos para abrigar não só as crianças, mas os casais apaixonados, que se deitam pela grama beijando-se por horas... E viva o amor!

4) Os cachorros de rua de Santiago são peludos. Ao contrário de nossos vira-latas, o que mais vi lá foram Huskies Siberianos vagando pelas avenidas. A maioria, porém, fica deitado sem sequer se mexer. Dá vontade de cutucar para ver se estão vivos. A primeira vez que vi um cachorrinho deitado desse jeito, realmente pensei que estivesse morto. Depois percebi que não era um só, eram vários. Ar rarefeito? Será essa a resposta????

5) Não encontrei casas, prédios ou muros pichados na cidade! Ai que inveja (inveja boa!!!!).

6) Muitos colégios (de Ensino Fundamental e Médio) tem nomes em inglês, mesmo que não sejam escolas americanas (nem mesmo bilíngues).

7) A cidade tem uma presença expressiva de redes de fast-food. Parece que o chileno anda comendo mal e muito rápido... É hora de voltar a prestar atenção no cardápio e no tempo dedicado para consumí-lo...

8)A Cordilheira é um cenário tão deslumbrante que é difícil não se sentir embasbacado pela vista de seus cumes nevados... Cada olhada é um suspiro. Ai... Muito linda, muito mesmo.

9) O metrô de Santiago tem 3 tarifas diferentes, de acordo com o horário de utilização do transporte, deixando mais barato os momentos mais tranquilos do dia. Muito legal a iniciativa.

10) As estações de metrô também contam com ventiladores que borrifam água para deixar o ar mais úmido, necessário para o bem-estar de seus passageiros.

11) Caminhar pelo Parque das Esculturas, às margens do Rio Mapocho, é um capítulo à parte.

12) O Patio Bellavista, no Barrio Bellavista, reúne bares e restaurantes muito charmosos, cujo público varia dos casais apaixonados (nada mais apropriado para Santiago) aos descolados. Aliás, é difícil achar um bar ou restaurante que não seja especial, seja pela beleza ou criatividade da decoração, seja pelo cardápio.

12) Avistar Santiago de cima do Cerro San Cristóban não é programa de turista. É um reforço de que a escolha foi acertada, e que abaixo está uma das cidades mais gostosas e agradáveis da América do Sul, onde os carros param na rua se algum pedestre resolve atravessá-la, e cujos moradores são incapazes de jogar um lixinho no chão...

13) Seus moradores podem escolher se decidem destinar parte de seu salário para pagar a rede de saúde pública ou se prefere investir em um plano privado... (Sim, um EXCLUI o outro!!!!!!)

14) Quando você compra uma mercadoria no Chile, sabe que está pagando 19% de imposto.
Isso é ser transparente...

E VIVA CHILE, VIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sábado, 30 de outubro de 2010

Longe de tudo, longe de você...


Sim, sou da época do Ira. Amava o Ira, já vi inúmeros de seus shows, que tanto embalaram minha adolescência e época de faculdade. O título deste post é em homenagem a essa banda que é tudo de bom, e que criou a música "Longe de tudo".

Mas o post é em homenagem a um de meus intercambistas. Outro dia recebi um e-mail pedindo que eu falasse um pouco, aqui no Viajar Vicia, sobre "relacionamentos no exterior".

Em primeiro lugar é bom deixar claro que eu não sou psicóloga, nem expert em relacionamentos, muito menos no exterior (acho que os daqui já nos consomem um bocado de energia), mas foi impossível não me identificar com esse meu intercambista. Sou do tempo do IRA, mas já fui adolescente. Já me apaixonei aos 15 anos com uma força tão grande como se encontrasse, ali, o amor da minha vida. Mas nunca escrevi sobre isso...

Quando fazemos nossas reuniões preparatórias destinadas aos alunos de High School (aqueles que optam por fazer parte do Ensino Médio no exterior), o relacionamento é um dos tópicos abordados. "Observem" - pedimos - "Vejam como as coisas acontecem, como os relacionamentos são construídos... Um simples flerte no Brasil pode ser uma ofensa lá fora, e vice-versa. Diferenças culturais podem ser tão ou mais complicadas do que as diferenças entre homens e mulheres."

Só que não paramos por aí. Pedimos também que eles evitem relacionamentos sérios. Hoje fiquei pensando sobre isso... Como evitar uma coisa dessas? Alguém aqui já conseguiu ter controle suficiente quantos às coisas do coração, a ponto de dizer: Hum... Com você não, só me envolvo 62%, se passar disso eu recuo... KKKKK

Nossa intenção é boa, diga-se de passagem. Queremos evitar o sofrimento de um relacionamento que tem data e hora para acabar... Não é fácil viver apaixonado por aquela menina da Groelândia cujas chances de reencontrar beiram impossível... Por outro lado, viver é risco. Não estou aqui dizendo que devemos pular da ponte para fazer a adrenalina se movimentar pelo corpo, por favor! Isso é estupidez. O risco ao qual me refiro é simplesmente é o de... Entregar-se à vida. Entender o que ela nos propõe. Não dá pra mergulhar sem sentir a água gelada primeiro. Não dá para ter prazer se o medo de sofrer for maior.

Existem vários tipos de amor: O primeiro, o último, o da adolescência, o da faculdade, o sofrido, o ingênuo, o pra sempre, o do intercâmbio. Quando este último acontece, geralmente une pessoas com cenários tão distintos quanto o mar e o deserto. A mágica disso tudo é que, apesar de tamanhas diferenças, existem coisas que são, quem diria, UNIVERSAIS.

O amor é universal. Seja o primeiro, o do meio, último, não importa. Todos nós o buscamos, de uma maneira ou outra, e às vezes o encontramos longe de tudo, longe até de nós mesmos, lá no meio da região rural de Wisconsin, ou no Estado de Queensland, ou mesmo nas maravilhosas praias do Sul da França (cá entre nós, no quesito romantismo, sou mais a última opção).

Querido intercambista, falo a você como se agora falasse com todos os adolescentes que passam por mim nessa "Próxima Estação:Intercâmbio". O que quero dizer, no fundinho, é que embarque nesse trem, sem se esquecer de ítens essenciais na bagagem: cautela, senso de direção, auto-estima e muita alegria pela vida. Se algum sofrimento vier pelo caminho, não será o primeiro e nem o último, acredite. O importante é poder olhar para trás e dizer: VALEU A PENA!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Elixir da Juventude


Trabalho com intercâmbio cultural há 16 anos.
Hoje meu tempo de experiência profissional tem a idade dos meus clientes!!!
Arrrgh!!!! Isso me assusta =D

Houve uma época em que eu me identificava totalmente com os adolescentes que me procuravam: quase os mesmos gostos, as mesmas roupas, as mesmas preocupações.
Hoje me identifico com os pais!!!!

Teve um tempo em que meus clientes perguntavam assim:
-Luiza, se fosse você, pra onde você iria?
Hoje o que eu mais escuto é:
-Luiza, se fosse sua filha, o que você faria???

Teve um tempo em que meus clientes me viam como amiga, confidente, no máximo uma irmã um pouquiiiiinho mais velha.
Hoje me vêem como uma tia "gente boa" - Bom, o gente boa ficou por minha conta, mas realmente espero que eles concordem!

Brincadeiras à parte, não tem receita melhor pra manter a mente jovem do que trabalhar com essa 'moçada'. Realmente não sei se 'moçada' é gíria de mineira ou uma maneira de falar ultrapassada, mas se você entendeu... Melhor se preocupar.

Trabalhar com adolescentes é a melhor maneira de ficar atualizada.Hoje praticamente não converso com eles por e-mail, só pelo Facebook. Criei um grupo chamado "Próxima Estação:Intercâmbio" lá no Facebook mesmo, onde eu posto as incríveis fotos que eles andam tirando por aí, no quintal da casa deles: Londres, Paris, ou alguma cidade do interior do Canadá, no litoral da Austrália, nas montanhas da Nova Zelândia, na Costa Azul da França... Melhor forma de comunicação não há.

Se devo hoje à minha filha o fato de saber o que é Bakugan,Littlest Pet Shop,iCarly e Nintendo DS-i, devo aos meus queridos clientes as músicas atuais presentes no meu Ipod, a estar mais ou menos por dentro dos modelos disponíveis do Ipad, às idas no cinema para ver a Saga Crepúsculo (JURO que li os 4 livros!!) etc etc...

Hoje não há dia em que não abra o MSN, mesmo que seja de madrugada, sem ver aquelas luzinhas verdes de adolescentes "disponíveis".

-Nossa, Luiza, vou ver o show do Gorillaz esse final de semana!
-Ah, legal... E aí, como estão as coisas? - eu pergunto.
-Tudo ótimo! E blá... blá... blá.. blá...
15 minutos depois...
-Posso perguntar uma coisa? - eu questiono, meio sem graça.
-Claro!
-O que é... Exatamente... Gorillaz? (Sim, sei que é um animal horrendo, mas além disso?)

E dá-lhe link do Youtube como resposta...

-Pô, Luiza,é uma banda antiga virtual (se é virtual não pode ser antiga, eu penso, e lá vou eu clicar no link do Youtube...)

Delícia, a banda. E mais delícia ainda, eu conhecia a música!!!

-É porque é antiga, Luiza, eu falei!

E eu achando que tinha achado o elixir da juventude...

=D

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Alô alô Paiol eu gosto de você



Ontem foi 10/10/10, o que me fez pensar na época em que eu tinha 10 anos. Nessa idade, viajei pela primeira vez ao Paiol, um acampamento no interior de São Paulo, pertinho de São Bento do Sapucaí.

Eram férias de julho, um frio de rachar.

Meus pais me levaram de carro, lembro-me bem. Dormimos em uma cidade com cheiro de biscoito antes de prosseguirmos, no dia seguinte, para aquela que seria minha casa (na verdade um chalé) durante um mês.

Um mês pode ser um século para quem tem 10 anos.

Quando paro para pensar, acho que acabei mesmo aprendendo lições para um século de vida...

Sabe quando a gente volta de férias e a professora pede para escrevermos uma redação?

A minha começaria assim: No Paiol eu aprendi...

... A arrumar a cama todos os dias, tendo o cuidado de olhar embaixo do estrado para ver se não tinham beirinhas travessas de lençol dependuradas pelas gretas: a gente perdia ponto na inspeção.

... A dormir sem me mexer, pois o frio era tão grande que eu só conseguia manter aquecida a parte do colchão ocupada por mim. Se chegasse um centímetro pra direita ou esquerda, ai, que lençol gelado!!!!

... A tomar banho contando os minutos, pois tinham quase 30 colegas disputando os chuveiros.

... Que pensar em equipe pode ser mais divertido do que pensar sozinho.

... Que apesar de ser péssima em esportes, sempre tinha alguém me convidando pro seu time, afinal de contas a amizade vale mais.

... Que mesmo que nos achemos péssimos em esportes, é sempre possível que alguma modalidade nos surpreenda e diga "ei, você leva jeito pra isso!" - No meu caso, foi o tiro ao alvo (por mais surreal que isso pudesse parecer na época).

... Que escrever cartas para quem faz falta pode ser mais do que um passatempo - e se tornar uma declaração de amor.

... Que receber cartas de quem se ama pode mudar o dia - ou a semana.

... Que as pessoas que pensam que escalar montanhas cura medo de altura estão absurdamente enganadas!

... Que a vista da pedra do Baú e do Bauzinho pela janela do segundo andar de uma beliche compensa qualquer colchão gelado e estrado duro.

... Que ter dor de garganta fora de casa é que nem dor na alma.

... Que quando bate a saudade, dá vontade de chorar só de ver o nome da gente escrito em cada pecinha de roupa (obra de uma mãe zelosa)...

... Que apesar do zelo da mais querida das mães, é impossível não passar horas procurando suas roupas no meio de outras duzentas de suas colegas, assim que elas voltam em forma de "trouxas" da lavanderia.

... Que comer bife de fígado não é tão horrível se a gente tampar o nariz e pensar em brigadeiro enquanto engole.

... Que mingau no café da manhã pode virar pudim na janta, ou vice-versa. E se você não comer, bem... Aí não come, simples assim!

E que quando uma música é cantada em volta da fogueira, a gente não esquece nunca mais, nem depois de muitos, muitos, e muitos anos...

Alô, alô Paiol, eu gosto de você...
Tchibum, Tchibum, chaiá, chalaiálaiálaiá...
Quando ele se vai tudo é desprazer
têm-se a impressão de que se vai morrer
Mas eu amoooo
E gosto dele assim
Assado, cozido, fritinho, enrolado, todinho pra mim!

Ai, como é bom voltar no tempo!
Feliz dia das crianças a todos que acompanham meu blog...

sábado, 2 de outubro de 2010

Que seja eterna enquanto dure



O que torna uma viagem perfeita?

Acredito que várias respostas podem ser dadas, ou um conjunto delas: companhia, local escolhido, época do ano, a programação (ou a falta dela), o clima, o hotel, o serviço, a quantidade de dinheiro disponível, a disposição física e psicológica, etc, etc, etc.

E o ítem 'duração', será que conta? Talvez no sentido de que não seja grande demais a ponto de saturar o viajante, nem pequena demais a ponto de não permitir que seja desfrutada. Nem grande, nem pequena. Na medida certa.

No final de semana passado, fomos à Águas do Treme Lake Resort, bem pertinho de Sete Lagoas (1 hora de BH).
O clima? Sol e céu azul.
A água da piscina? Gelada, o que rendeu boas risadas.
O serviço? Vamos dizer que esqueceram nosso pedido e que o sanduíche levou uma hora e meia para chegar à mesa, mas quem se importa se o objetivo é descansar?
A companhia? Deliciosa! Nada melhor do que curtir a família...
A programação? Andar de "trenzinho" sobre rodas para conhecer a estrutura do hotel e seus arredores, procurar o pangaré mais mansinho para a cavalgada da Juju, observar o vôo gracioso das garças, ver uma casinha de João de Barro ao vivo, catar coquinho (literalmente), conhecer a casinha dos "Três Porquinhos", observar outros hóspedes pescando no lago...

Uma viagem não precisa ser longa para ser válida. Uma escapadinha, ou "escapulida", como gostamos de dizer, é mais do que suficiente para deixar a semana diferente. É impressionante como poucas horas de passeio podem trazer recordações incríveis, como o primeiro passeio de bicicleta feito em família, que nem mesmo o banquinho danado de duro da minha bike foi capaz de estragar.

Acho que o que faz uma viagem perfeita é não buscar a perfeição, é deixar que ela aconteça. E saber percebê-la, esteja onde estiver.

sábado, 18 de setembro de 2010

Kamloops,BC,Canadá - Uma cidade de bonecas.




Acabo de voltar do Canadá.
Não há como voltarmos "ilesos" de uma viagem, ainda mais de uma viagem tão longa (16 horas de avião) e tão curta (3 dias e meio na cidade de Kamloops)!
Vislumbrar certas coisas me faz pensar. Coisas como:
-Lindas casas sem muros.
-Jardins floridos.
-Arranjos de flores multicoloridas pendendo de postes públicos, bancados pela população através de uma "taxa de paisagismo".
-Campos de futebol impecáveis, com grama podada e bem tratada, em parques públicos espalhados pela cidade.
-Escolas públicas que oferecem ensino técnico como culinária, mecânica, eletrônica ou curso de cabelereiro, sem mencionar os corais, grupos de dança, teatro...
-Salas de aula de no máximo 30 alunos.
-Silêncio na sala de aula!!!!!!!!!!!
-Todo material didático emprestado aos alunos,que só os pagam se os perderem.
-Professores com altos salários.
-Ruas sem buracos.
-Estradas que parecem tapetes.
-Pessoas que jamais interrompem enquanto você fala. Ao contrário, esperam você concluir para depois falarem.
-Carros que param assim que o pedestre sinaliza que vai cruzar a rua.
-Pessoas que acenam para o carteiro enquanto ele passa na rua, cumprimentando-o pelo nome.

É claro que sei que o Canadá não é o paraíso na terra. Não perdi minha visão crítica, e também não estou menosprezando o país onde vivo, e que muito amo. Mas é impossível não sentir uma pontinha de inveja de uma qualidade de vida como essa. Impossível não visualizar nossos próprios filhos rolando pela grama verdinha (do verão, claro) e pulando nas cama-elásticas dispostas no quintais sem cercas, nem muros.

Quero muito que cheguemos lá. Muito, muito, muito.
Enquanto isso, restam as imagens na memória. E nas fotos... Toneladas delas...

PS - Kamloops é um dos destinos de meus alunos de High School. A cidade tem aproximadamente 100.000 habitantes e fica na Província de British Columbia, Canadá. De Vancouver para o aeroporto de Kamloops são 50 minutos de vôo.

sábado, 14 de agosto de 2010

Viajando de taxi.



04 horas da manhã. Na noite anterior, havia reservado o táxi pelo telefone que meu irmão me passou. Já estava na dúvida se funcionaria mesmo. O táxi é comum, mas o serviço é fora do comum, ele tinha prometido.

Funcionou. Não chegou a um minuto de atraso. Um senhor com aspecto cansado, mas simpático, me levou com segurança até o terminal dos ônibus para o aeroporto de Confins. Ele trabalha toda madrugada, me contou. Chega em casa de manhã a tempo de levar os filhos para a escola, dorme, acorda para buscar os filhos na escola e sai pra trabalhar.

-Você não sente sono de noite não? – eu pergunto.

-Só de dia. Nem sei mais o que é sentir sono de noite. Já acostumei, são 8 anos. Se eu fosse dono do táxi, só trabalharia de dia. Mas como não sou...

Só um dia de folga na semana. No final de semana o horário de trabalho é ainda maior.
Chego em São Paulo e pago o táxi especial lá no aeroporto de Congonhas. A fila é menor, e tenho horário para cumprir. O taxista não reclama do trânsito, já caótico naquele início de manhã. Confirmo o endereço com ele e fico tranquila. Você é de onde? – ele pergunta.

- De Minas. – respondo – Tá frio por aqui?

-Agora esquentou. Mas no final de semana vai fazer mais frio.

O papo normalmente começa assim. Não gosto de ficar em silêncio no táxi, me dá uma sensação muito estranha. Se o cara não quer papo, tudo bem, respeito. Tem dia que não quero também.

No final da reunião, pego outro táxi em direção à Paulista.

-Tá livre, moço?

-Vamos lá, sobe aí.

Outra reunião. Falo para ele onde vou, é o prédio do Conjunto Nacional. Delícia de prédio, com a Livraria Cultura embaixo. Para o almoço, a companhia dos livros. Ao final da reunião, mais um táxi.

-Moço, vou para Moema, o lugar é pertinho do aeroporto, dá pra ir à pé?

-Não, faz isso não, é muito perigoso! Tem passarela, favela, onde você vai é um perto longe, faz isso não, pega outro táxi.
Peguei. Confesso que fiquei com medo da reação do motorista pela corrida pequena, mas em nenhum momento ele reclamou. Pelo contrário, reforçou que eu tinha que pegar o táxi mesmo.

-É que uma vez eu passei um aperto em Curitiba. – expliquei – O moço quase voou no meu pescoço porque a corrida era pequena.

-Faz assim: entra no táxi, fecha a porta, o carro arranca e aí diz para onde você vai.

-Ah, é? – eu pergunto, achando graça da dica do próprio taxista.

-Um dia a corrida é pequena, outra grande. É assim mesmo. Tem cara que adultera taxímetro pra ganhar mais. Ganha naquela hora, perde na outra. Se você não for bem atendida, tem que reclamar. Não pode deixar barato não.

Agradeço a lição e entro para o aeroporto. Horas depois já desembarco em Porto Alegre.

-Olha, mais uma tranqueira aí na frente. Depois da sinaleira melhora.

“Tranqueira” deve ser engarrafamento, eu penso. “Sinaleira” eu sei o que é, mas não deixo de achar graça. E “lomba”, que ouvi logo em seguida? Lomba é ladeira, o motorista explica.

-Ah... Piramba. Entendi. (Mas acho que o motorista não)

Em Porto Alegre,ouvi de tudo dos motoristas de táxi. A mãe de um teve um ataque cardíaco com seqüelas, outro me explicou os shows que tinham na arena da Pepsi que eu não conhecia, outro chegou a me dar uma receita de chimarrão (juro!!!!). Só falta a cuia, a bomba e a erva, pois a água fervida eu já tenho hehehehe...

Entro no ponto do táxi para a penúltima reunião. Mal sento no banco daquele carro sem tapete para os pés e o motorista já vira para mim, indignado.

-Aquele DUDA é um imbecil!

-Hã?

-Um imbecil, um filho de papai. A torcida tá sangrando, a gente pediu, perde, perde, foi lá e ganhou, agora o Colorado vai ser campeão da Libertadores a nossa custa! Sou gremista desde pequeno, isso revolta, sabe? O cara não entende NADA de futebol, isso me dá uma revolta!!! Mas tem gente mais revoltada que eu. Se fosse em São Paulo, não sei se o cara ainda tava vivo. Sabe o que eu vou fazer? Vou pra praia. Eu sei que vou ouvir o barulho dos fogos, mas vou ouvir menos, ah se vou...

A rua era a Padre Chagas, com cara de bairro de Lourdes, lindos bistrôs, lojinhas...

-Tchê, estou por sua conta, tu paras onde?

-Pode ser aqui mesmo. Que rua legal.

-Bá, mas eu odeio essa rua. Só tem madame!

Saio do carro com o riso preso. Logo o aeroporto me espera.

Chuva, chuva, trânsito, trânsito. Coitada de São Paulo perto de Porto Alegre naquele momento. Parou tudo. Tudo MESMO.

-É acidente. – diz o outro motorista, o último da viagem – Vamos ter de passar pelo acostamento.

E não é que o doido foi? Andamos quase 20 minutos pelo acostamento, como se ele estivesse na via principal, e eu pensando “Será que o cara não vai ser multado? Será que alguém vai nos parar? Será que o guarda...”

-Olha, tá tudo parado mesmo.

Mas meu olho estava fechado. Só abri quando cheguei ao aeroporto.

-Tomara que eu pegue algum passageiro aqui na volta. Bá, ficar preso naquela tranqueira...

Aeroporto de Confins. Um livro depois, muitas horas depois, muitos cafés e lanchinhos depois, o táxi para casa.

-13 reais.

-13? Puxa vida. Hoje é 13 (e de agosto!), sexta-feira, vim na poltrona 13 e agora a corrida deu 13 reais?

O motorista riu.
Chego em casa sozinha. Na cama, um bilhetinho de boas-vindas com uma declaração de amor.

13 é sorte! – Comemoro.

E vou dormir o sono dos justos.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Uma viagem tem...



GOSTO
De chuva, de restaurante novo, de água na boca, de sede, de lábio rachado, de beijo.

CHEIRO
De maresia, de poluição, de terra molhada, de perfume, de desconhecido, de desejo.

Uma viagem ESTRESSA
Fazer mala, enfrentar fila, esperar embarque, esmagar a coluna na cadeira do avião.

Uma viagem AMPLIA
O tamanho do mundo, a saudade, o horizonte, o círculo de amizade.

Uma viagem DESCANSA
Traz consigo outro olhar
Sopra no ouvido canções de ninar

Viajar é preciso
E é preciso aprender a Viajar...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

É tempo de cuidar de si mesmo.


O que significa o período das férias?
Para mim, as respostas variam de acordo com a idade.
Quando crianças, é o tempo de ter os pais mais perto de nós.
Ou de fazer amigos.
Ou de brincar mais.
Na adolescência, é a hora de nos distanciarmos um pouquinho dos pais.
De fazer novos amigos.
E namorar mais.
Quanto começamos a trabalhar, é a oportunidade que temos de nos afastar das responsabilidades.
De fazer amigos.
De conhecer tudo aquilo que se apresenta aos nossos olhos e buscar mais longe.
É o momento de visitar, vivenciar, correr, aproveitar, e, claro, de cansar o físico e aliviar a alma.
Cada período de férias é único e traz consigo uma lição diferente.
Ou lição nenhuma, se os dias de folga forem dedicados para não pensar em nada.
Só ver as ondas irem e voltarem.
Ou a areia ser molhada e voltar a secar.
Ou ver a chuva dar espaço ao sol.
Ou respirar o ar úmido e finalmente, dedicar um tempo para cuidar de si.
Férias é tempo de cuidar de si mesmo.
Essa é a minha resposta de hoje.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Livro também viaja


Sempre fui adepta da leitura, quem me conhece sabe disso.
Não há como gostar de escrever sem gostar de ler, seria como escovar os dentes sem pasta, ou viajar sem tirar fotos (não consigo, não tem jeito!!!).
Adoro ter livros como companheiros de viagem.
Já escrevi um post sobre esse assunto, eu sei. Mas os livros não me largam, assim como eu também não largo deles. Graças a Deus.

Minhas férias estão chegando, nem separei minhas roupas, mas meu companheirinho já está lá no fundinho da mala, muito bem recomendado por uma grande amiga, aguçando minha curiosidade pelo conteúdo de suas páginas.

Hoje descobri que os livros também viajam.
Não dessa maneira que já conhecemos, na mala ou mochila da gente.
De acordo com a história do Seu José Vieira, publicada na última edição de VEJA (21 de julho de 2010), os livros viajam pelas mãos de pessoas especiais. Vendedor de porta em porta, Seu José coloca semanalmente quatro caixas de livros em um barco e sai com elas pelo Rio Amazonas. De acordo com o texto da VEJA, entre um município e outro, ele faz paradas estratégicas em pequenas comunidades ribeirinhas.
"Sou a maior atração quando chego" - ele diz "As pessoas querem tocar nos livros."

Não dá para não ficar emocionada só de pensar em uma imagem dessas. Seu José passa de 12 a 36 horas navegando com seus livros a bordo, livros que chegam até mãozinhas ávidas por conhecimento devido ao esforço desse vendedor que se diz "apaixonado pela profissão".

Tem livro que prefere bicicleta. A senhora Edna, também personagem dessa edição de VEJA, pedala até seis pelo bairro de Jacaré, o mais populoso de sua cidade (Cabreúva, SP), com seus produtos e livros na cestinha da frente. Cabreúva não tem livraria, mas tem a Sra. Edna, com sua simpatia e esforço.

Fico encantada com pessoas assim. Certamente, nessas férias, ao ler meu livro e ouvir o barulhinho das ondas do mar, pensarei nos leitores que fazem o mesmo, e em todos os "Seus" Josés e "Donas" Ednas, que contribuem, com seu trabalho, para a concretização da mais linda das viagens: aquela que é feita através dos livros - e da nossa imaginação.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

É assim que eu quero ser: um porta-chaveiros



Hoje meu dia começou bem cedo, e com uma surpresa boa: um e-mail de minha intercambista Paula, a corajosa adolescente "mineira-japonesa-brasileira" que resolveu dar uma espiadinha na vida lá do outro lado do mundo, na Nova Zelândia.

Que coisa engraçada... Ao ler o e-mail da Paula, fui imediatamente "sugada" para as imediações do Aeroporto de Guarulhos, só para comer pizza cara com ela (alguém conhece preços mais absurdos do que os praticados pelas lanchonetes dos aeroportos?)e aguardar pela chamada do vôo da Lan Chile. Nessa parte da história, a Paula ainda não tinha feito amizade com ninguém, mas confesso que logo comecei a encontrar um monte de nomes novos enfeitando o seu e-mail, ou seja... Nada que uma intercambista não resolva em um piscar de olhos puxadinhos.

Sua mensagem poderia ser a de tantos outros adolescentes que partem rumo ao desconhecido: frio na barriga, emoção, correria para não perder o vôo... Só que uma coisa em especial logo chamou a minha atenção.

Durante o vôo, Paula fez amizade com um casal asiático. Pelo jeito foi um encontro legal, pois ela acabou dando um bombom Sonho de Valsa pra eles. Em troca, ganhou um chaveiro de Singapura, o que logo a fez pensar: Vou fazer uma coleção de chaveiros das nacionalidades que eu encontrar pelo caminho.

Intercâmbio é isso: uma reunião de incríveis descobertas, um monte de situações inacreditáveis, um bocado de saudade e, de quebra, um baita número de amigos vindos de cantos tão diversos e tão longínquos desse globo terrestre que você começa a acreditar que está no caminho certo para conquistar o mundo.

Fazer intercâmbio é colecionar chaveiros.

A vida, assim, tem outro sabor.

Paula, hoje você inspirou meu post e meu dia. Seja feliz na Nova Zelândia!


PS - A foto dos "chaveirinhos" eu descobri no Google, em um lindo blog chamado "Giuliana Original Handmade" - Uma brasileira prendada, que faz lindos trabalhos artesanais e que mora... nos Emirados Árabes Unidos!!!!!
Mais uma colecionadora de chaveiros...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Para encomendar meus livros






Olá pessoal,
Algumas pessoas tem me perguntado onde encontrar os meus livros.
Acho que o caminho mais fácil são as livrarias virtuais, ou mesmo os sites das duas editoras:
www.matrixeditora.com.br (Para o “Palavra de Criança” e o “Bagunçado ou Bem Guardado?”)
www.letrasbrasileiras.com.br (Para o “Menina de Três” e o “Se eu Fosse…)
Outro caminho é encomendá-los para mim, principalmente quem deseja que o livro vá com dedicatória (não deixa de ser um presente personalizado e especial…)
Nesse caso, é só me mandar um email que eu descrevo todos os passos, é fácil e prático, visto que sempre tenho exemplares comigo, ok?

Segue o e-mail: luizameyer@hotmail.com

O livro “Próxima Estação: Intercâmbio” foi meu primeiro, e é dedicado aos adolescentes que farão um programa “High School” no exterior. Através de e-mails a seus familiares, amigos e, claro, namorado, uma adolescente nos faz embarcar em sua experiência internacional com duração de 5 meses. Os pais dos intercambistas também curtem muito esse livro… Fica a dica!

Beijos!
Luiza

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Ressaca de copo(a)?


Ai, ai...
Dia estranho...
Aliás, COPA estranha.

Primeiro que não ganhei nenhum bolão, nem mesmo o de 1 real que fizemos na casa do meu primo, no dia do segundo jogo do Brasil.

Delícia, esse dia. Delícia a reunião, a bagunça, o pretexto pra reunir a família. A Copa... Sei não. Tava estranha. Um "quê" de boto fé mas não boto, acredito, mas tem alguma coisa que... Sei lá. Pulga na orelha. Desconfiança. Um trem esquisito, se é que alguém de fora vai entender o meu mineirês.

Nessa copa contei com apoio estrangeiro. Uma turma de amigos Canadenses, Neo-Zelandeses e outros gringos camaradas que torceram por nós. Gente que acordou cedo para curtir o jogo do Brasil. Curtir? Bem, mudemos de assunto.
Amigos de um lado, pés congelados do outro. Quem é que mandou o infeliz do Mick Jagger "torcer" por nós lá na África do Sul??? Diabo de pé frio, vai levar sua urucubaca lá pro norte da Islândia!!!!!!!!!!!

Nessa copa vi um jogo em companhia de um alemão, ou melhor, um inglês que mora na Alemanha. Não sei o que é pior. Até que o coitado não deu azar pra gente não, afinal de contas ele viu o jogo contra o Chile. Ou será que o danado estava ali, quietinho, só tramando para a próxima e ninguém desconfiou??? Arrependimento da minha acolhida simpática, raiva dos quibes que fritamos, malditos os goles gelados de coca-cola que ofertamos durante aquela autêntica reunião de condôminos que ingenuamente torciam por nosso país... Nós, e o alemão/inglês, quietinho, sem dizer um "pio" pra ninguém desconfiar da mirabolante conspiração internacional que se instalava por trás daqueles olhinhos azuis...

Brincadeiras à parte, nosso fracasso nessa copa não é culpa de ninguém, a não ser, claro, do Dunga rs rs

Hoje teve gosto de ressaca. É um trem esquisito demais da conta, como falei aí em cima. Todos havíamos embarcado na mesma viagem. Uns empolgados, outros realistas, uns doentes, outros viciados em futebol, mas raramente indiferentes. De um jeito ou de outro, embarcamos juntos, e hoje ficamos, também juntos, com um gosto de corrimão de escada na boca...

sábado, 19 de junho de 2010

Viajando às pinceladas



Lindas montanhas emolduram a paisagem próxima do aeroporto. Que linda, essa chegada ao Espírito Santo. Nunca tinha reparado nesse relevo tão... diferente. Parece até uma pintura.
Vitória está lá. Meu destino desta vez. Mais uma pincelada e a gente desce.

O caminho agora é outro, assim como o ritmo (BEEEM mais lento).
Do avião, passei para um carro 95, vidro da frente trincado, dançando com a ajuda dos buracos da estrada, mas quem se importa com pinceladas tremidas quando se vê um mar à direita.

Prata, azul, branco, verde - Difícil definir aquele mar. Rochas, espuma de onda, vontade de parar, dobrar a calça e esquecer que o mundo existe. Só passear na areia, mais nada.

Nova Almeida, Jacaraípe - Às vezes acho que reconheço alguns daqueles cenários, pinturas esmaecidas de certas férias de infância - Aquela igreja? Acho que sim, já visitei - e me vêm à lembrança algumas das fotos já envelhecidas pelo tempo, em um dos álbuns da família na casa da minha mãe.

No dia seguinte, saio de Aracruz bem cedinho, novamente com destino a Vitória. Mais uma vez o mar dá ´Bom dia´- Realmente, o dia é bom. Lindo. Perfeito. Azul. Quente. Enfeitado de mar. Nenhuma pincelada traduz a beleza daquilo que já temos, mas que quase todos os dias nos esquecemos de enxergar.

Sei que mineiro é meio doidinho com o mar. ´Doidim` com o mar, a gente diz.
Pra mim, doido é quem não dá conta de admirar uma coisa dessas.
Que passa do lado sem dedicar alguns segundos de olhar.

Amo minha terra, tenho orgulho de minhas raízes... Mas como gostaria de ter uma vista para a praia, um cantinho do pensamento, só para olhar para aquela imensidão azul, meditar, respirar, escrever... O mar mexe com as idéias da gente, e de tanto mexer, acaba criando outra cor.

A gente tem outra cor perto do mar. Ali, a gente é dourado.

Parabéns, Vitória, que tem mar e montanha. Cuidem bem da terra de vocês. Dessa vez, ao invés de fotos, guardo pinceladas de memórias, cenas de um lindo dia que pareceu amanhecer só para nos agradar.

domingo, 6 de junho de 2010

Viajar Vicia


Meu tio é o cara.
É o cara que conheço que mais entende de História.
Ok, posso estar exagerando. Quando a gente gosta, a gente exagera mesmo.
Mas ele é o cara, ao menos para mim.
Preciso de livros? Ele me empresta.
Bendito seja meu tio no reino das livrarias do bairro. O livreiro nunca ouviu falar daquela publicação? Meu tio explica. E pesquisa.
Meu tio nunca havia visitado a Europa. Aquilo me incomodava, de verdade. Não é à tôa que eu vivia aborrecendo o coitado. "Tio, tem que ir para a Europa"
"Não dá" - ele respondia - "O trabalho não deixa"
"Que trabalho, que nada" - eu retrucava - "Vai, leva a tia. Vocês merecem! Você vai entender tudo aquilo lá, muito mais do que um monte de gente que eu conheço. Vai tio!"
"No ano que vem, quem sabe" - ele dizia, mais para me fazer ficar quietinha e mudar de assunto. Eu aborreço mesmo. Aborrecia a cada chance que eu tinha. Vai que um dia ele resolve, eu pensava.
Meu tio resolveu.
Que alegria senti quando o vi entrando com a minha tia na agência de turismo onde trabalho.
E já que estariam na chuva, os dois decidiram se molhar com estilo: um roteiro grandão, passando por Portugal, Espanha, França, Bélgica, Suíça, Áustria, Itália e sei lá mais onde.
Um mês de Europa. Um mês de História. Muitas histórias para contar.
Eles pagaram à vista - acho que foi por medo de desistir no meio do caminho.
Nos meses de preparação, ajudamos presenteando-os com guias das principais capitais européias.
Até que maio chegou.
Meu tio e tia sumiram, nem deram notícia.
"Bom sinal"- pensei. "Quando dá tudo certo, é assim mesmo"
De vez em quando me perdia em pensamentos, tentando imaginar o que faziam por lá.
Ficava também imaginando se os dois estavam se acertando com a nova máquina digital de 10.2 megapixels.
Meu tio é um cara que gosta de História, mas não necessariamente de máquinas digitais de 10.2 megapixels.
Um dia, no trabalho, meu telefone tocou.
"Ué, tio, tá ligando da Europa?"
"Não, já chegamos!!!"
Claro que foi a melhor coisa que fizeram no mundo. "Uma viagem perfeita" - minha tia definiu. "Não tinha jeito de ser melhor"
Ali, do outro lado do telefone, enquanto ele me contava, com uma voz rouca de gripe (ninguém é de ferro), mas com o coração animado, o espetáculo que as seis gôndolas da excursão, juntinhas feito uma procissão, provocaram na cidade de Veneza, fui eu quem fiquei sem voz.
Eles subiram a Torre Eiffel à pé porque erraram a fila.
Fizeram todos os passeios opcionais que podiam, mas nem ligaram para compras.
Entenderam que o mundo é grande, mas feito de seres humanos. Que somos diferentes, e ao mesmo tempo tão parecidos.
Que temos de evoluir na educação, respeitar as regras, entender o que está por trás, buscar respostas, aprender.
Eles já estão preparando o novo roteiro, acreditam? Agora é pro ano que vem, de verdade.
VIAJAR VICIA.
E nunca é tarde para começar...

sábado, 15 de maio de 2010

Uma penetra no city-tour da CVC

El Caminito, no Bairro La Boca


La Bonbonera, o estádio do Boca


Casa Rosada, Plaza de Mayo


Embaixada do Brasil em Buenos Aires.


Obelisco, o símbolo da cidade.


Essa escultura é feita de metal de aeronaves americanas, o escultor é argentino e obviamente custou uma fábula... Ela sem células foto-elétricas que fazem com que a flor abra durante o dia e se feche à noite... Magnífica.


Penetra com estilo, vamos dizer assim. Primeiro porque não entrei no city-tour de graça, afinal de contas eu paguei. O que ocorre é que o city-tour do hotel não era o city-tour da CVC, era outro. Outro e mais caro... O do hotel era 60 Pesos, e o da CVC, 40. Bom, 40 para mim, porque para os outros já estava incluído no pacote. Claro que quando eu ouvi o guia chamar na recepção do hotel “City tour da CVC”, eu fui lá correndo ver se arrumava um lugarzinho. Pôxa, muito melhor do que o outro. Primeiro para conhecer o serviço da CVC, segundo porque o guia falava português, terceiro porque teria companhia de brasileiros para conversar um pouquinho nesse meu único dia como turista e quarto porque ia economizar 20 pesos (não necessariamente nessa mesma ordem).

Meu Deus, como Buenos Aires está cheia de brasileiros! Só se ouve Português nos pontos turísticos! O pior é que toda vez que eu queria arrasar no espanhol, bastante eu dizer um “Hola” e o pessoal já sacava que eu vim do Brasil. Que meleca, isso! Uma aula de pronúncia urgente!!! Quero voltar à infância para aprender uma língua sem sotaque!!!! :)

O City-tour contemplou o principal da cidade: Plaza de Mayo (com a Casa Rosada e a Catedral Metropolitana), o bairro de Retiro, Recoleta, Palermo, o estádio La Bonbonera (do Boca Juniors), a Republica de La Boca, local do Caminito, e por fim uma passadinha no Puerto Madero – lindo, lindo. Deu vontade de voltar e fazer uma visita descompromissada, só para sentir a cidade. Sem compromissos, só com a preocupação de não se preocupar com nada...

Por falar em preocupação, quase morri de estresse ao perceber o atraso para o término do city-tour. Eu com um traslado marcado para o aeroporto às 13 h, e nada do guia aparecer no ônibus para sairmos do La Boca... 12:15 ERA o horário marcado. 12: 35 foi quando o guia entrou no ônibus. Voa, motorista!!!!!

Ao final do city-tour, um rapaz muito simpático (argentino), que havia tirado fotos dos turistas antes, entregou a cada passageiro uma foto-montagem da pessoa dançando tango (PHOTOSHOP). A minha ficou realmente horrorosa e não comprei, mas a da senhora que estava do meu lado ficou ótima. Aí eu disse a ela para comprar, que ela tinha ficado linda e ela começou a rir.

-Eu nessa foto? Até parece!

-Mas é a senhora!

-EU??? TÁ LOUCA????

-É a senhora, olha o seu rosto aqui! O rapaz fez um trabalho no computador e encaixou o seu rosto no corpo sarado dessa moça de meia arrastão, e...

(Nunca vi uma pessoa tirar o dinheiro tão rápido da carteira para acertar o regalo!!!)

Dá-lhe Buenos Aires!!!! Volto para te ver! Besos e abrazos!!!!

PS – Em um momento de ímpeto “100% TURISTA” tirei uma foto com um dançarino de tango no Caminito!!!! Que vergonha, meu Deus!!! Sabe uma gringa na roda de samba? Foi assim que me senti! Mas viajar é isso, despir-se de preconceitos e virar criança de novo! Nem que seja para dançar tango de bota e óculos escuros! E viva a Argentina!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
(Essa foto resolvi não colocar... Fica a cargo da imaginação dos leitores!)

Somos chiques, não sabia?

Cartaz de aula de Português na sala de aula de uma classe primária.


Show de Tango em meio aos turistas na Rua Florida.


O croissant da Argentina é muito bom, eles chamam de Media Luna. Esse fininho é diferente, mas não é tão bom... O mais gordinho é melhor.


Menor que o croissant, só esse carro de polícia! :)


Hoje foi o dia da caminhada! Tudo para compensar as calorias de um alfajor! Na verdade, como as visitas não eram muito longe umas das outras, acabei optando por caminhar e sentir o clima da cidade, o que é muito gostoso, sempre.

Visitei uma escola católica e descobri que aprender Português é o máximo! Sim, a gente é chique demais, está o maior ‘boom’ aprender nossa língua por aqui, e eu tô me achando! Precisam ver que gracinha quando fui conversar com os alunos de 12 anos e eles responderam tudo na minha língua pátria, uns amores! São muito fluentes! Fiquei emocionada... O mais legal foi o tantão de meninos que já estiveram no Brasil! E mais legal ainda quando perguntei quais cidades eles conheciam e a maioria não tinha a mínima idéia hahahahaha... Porque não era cidade, era praia RS RS RS... Mas não lembram o nome da praia também... 9 chances entre 10 de que era Camboriú!

Nas minhas andanças pela cidade, passei também por um Centro de Cultura e Estudos Brasileiros, ou algo parecido com isso, que tem uma biblioteca com livros em Português, incluindo ‘Meu pé de laranja lima’ e me dei conta de que nunca o li. Que vontade de comprá-lo (é o cúmulo comprar um livro desse logo na Argentina), mas quando eu voltar para casa vou dar um jeito! Nesse lugar tem aula de Português e prepara os alunos para o certificado na língua. É tão engraçado, a gente sempre pensa nos certificados de língua estrangeira e nunca pára para pensar que a nossa também tem! (Se você já parou para pensar nisso antes, basta ignorar o que acabo de dizer e siga em frente!!!).

Hoje almocei peixe e jantei frango. Tirei mais fotos de mim mesma, um saco isso – mas estou virando “expert”. Descobri o melhor alfajor da cidade (não é o Havana, é o Cachafaz), estreei mais um restaurante diferente para trabalhar navegando na internet, organizei minha participação no city-tour de amanhã – já que tenho a manhã livre antes de viajar, nada melhor do que ter uma visão um pouco mais ampla da cidade, paguei o hotel, contratei meu traslado de aeroporto...

E trabalhei, claro, como trabalhei!!! Mas amanhã tem um pouquinho de descanso, graças a Deus... Canadian Girls...

Viajando na Viagem

Bar/Lojinha de Design.


Na porta do Tradicional Café Tortoni, que fez 150 anos em 2008.


Shopping Alto Palermo.


Hoje dormi enquanto escrevia no computador, à noite. Ainda é de noite, mas depois de um banho revigorante (detalhe: o banheiro do hotel alaga toda vez que eu tomo uma ducha) estou me sentindo um pouquinho mais acordada para escrever por aqui. Antes do banho, coloquei coisas totalmente sem sentido no computador, coisas como a frase "Canadian Girls" no meio de um relatório de visitas a agentes de Buenos Aires. Essa foi a parte em que eu realmente viajei! E ainda em inglês! De onde foi que eu tirei "Canadian Girls", alguém me explica????

O café da manhã foi gostosinho e me fez apreciar um pouquinho mais o hotel. Não posso também reclamar da cama, pois deu para descansar bastante e sem dor nas costas, graças a Deus...

O céu estava azul e o tempo gostoso, com um ventinho frio de vez em quando. Como andei por lugares até então desconhecidos, como o Shopping Palermo (muito lindo, com ainda mais lojas renomadas, como são de bom gosto...) e o bairro Belgrano (que eu adorei, me lembrou o bairro Jardins, de São Paulo, ou então o Moema, meio residencial, meio comercial, com lojas ultra hermosas e residências caríssimas), comecei a achar Buenos Aires mais bonita. Hoje reparei ainda mais na arquitetura e pude perceber como os prédios são realmente similares aos de Paris... A fachada, os tetos, as portas de entrada, as campainhas, os elevadores com portas pantográficas, enfim, senti-me em Paris de novo tendo as reuniões com agentes parceiros. Muito bom!

O almoço foi em um restaurante delicioso de comida saudável e natural chamado Natural Deli. Meu Deus, que delícia, que prato diferente com amendoim, arroz integral, pêra, frango, molho curry e mais algumas coisas que o deixaram como um risoto – o prato se chama Wok, na verdade. Delícia demais, para comer ajoelhado. E a limonada, com gelo, mel e gengibre! Gente, que maravilha! No cardápio vinha escrito Limonada ND (“la de siempre”). Hahahahaha... Para mim a de sempre é a de “quase nunca”!

Andei bastante à pé, cruzei a enorme avenida 9 de Julio (é tão grande que assusta) e caminhei pela Avenida de Mayo, onde está o tradicional Café Tortoni (mas não entrei porque estava em cima do horário da reunião) e vi também um “bar-loja de design” fantástico!!!! Entrei e tirei foto, não consegui me segurar. Tem hora que é tão bom ninguém conhecer a gente... Você está lá, apreciando a loja, como quem não quer nada, e de repente tira a câmera do bolso e ZÁAAA (como se alguma câmera fizesse esse barulho!).

Ah, e hoje fiz a estréia do metrô de Buenos Aires, é barato (1 peso e 10 centavos). Foi logo na hora do rush, mas ao menos a linha que peguei não estava cheia (em compensação, as escadarias da estação... Oh la la! LOTADAS)

Aqui as lojas ficam abertas até bem tarde... Mesmo estando no centro, não me senti tão insegura para andar à noite... Claro que não dá para marcar bobeira, mas ao menos tem mais gente na rua, é movimentado. Comprei um lindo par de botas e descobri que aqui a gente tem que pedir um número maior do que no Brasil. Por isso que a anterior que eu tinha experimentado ficou apertada, e eu achando que a forma era pequena kkkkk

Mais um restaurante com internet para constar na lista – um quarteirão do hotel, se chama Café Valerio – Comi 2 enpanadas, muy ricas. Na verdade não estavam tão maravilhosas assim, mas não sei como explicar tudo isso em espanhol, então tá valendo.

Ôba, não dormi enquanto escrevia, mas agora desmaiarei!

Amanhã conto mais. Besos y abrazos! Canadian Girls...

Segunda vez em Buenos Aires

Prédio da Galeria Pacífico.


Avenida 9 de julho, ultra-mega-blaster larga.


Na Rua Florida, a rua de pedestres em Buenos Aires.


Chocolateria e cafeteria Havana.


Lojinha de roupas infantis. Liiiinda!



A primeira foi quando perdi um vôo para a Nova Zelândia (na verdade, foi um overbooking da Aerolineas que me deixou pra trás) e acabei, por essas maluquices da vida, passando um dia na capital argentina (tudo bem corrido, mas vale, não vale?).
Pôxa, vida, isso foi no ano 2000! 10 ANOS ATRÁS!!!! Tô besta. Bege. Horrorizada mais uma vez com a rapidez que esse tempo bandido passa!

Agora estoy acá, dessa vez hablando español (um poco, claro) porque estoy estudiando esa lengua hermosa. Ponto para mim. Alguma coisa tinha que ser melhor dessa vez! Se não estou mais jovem, estou mais inteligente :), uêba!

Então vamos lá para pequeninas impressões do meu primeiro dia:

-O filme Invictus, que vi no avião, é lindo. Adorei e chorei, pra variar. Sorte ter pegado o vôo no Airbus 330, viva os entretenimentos a bordo!!!!

-Como nem tudo é perfeito, nunca vi um avião tão gelado como esse da TAM. 3 blusas e a manta distribuída pela comissária não foram suficientes e meu nariz virou picolé. Para a turma de plantão que sabe o quanto sou friorenta, já aviso que o nariz da minha companheira de lado de vôo também “picolezou”. E o ar de Buenos Aires quando saí da aeronave?Ainda bem que o frio não durou muito e o dia logo esquentou.

-Ponto para o motorista do táxi que peguei em Ezeiza. Simpático, apesar de caladinho. No meio do caminho ele perguntou se eu me importaria de parar 5 minutinhos e eu disse que não, meio no susto, mas depois morri de medo porque não tinha entendido patavina do motivo da parada. Graças a Deus era para abastecer. E com gás.

-De novo a experiência do vale abissal que existe entre um site da internet e um hotel de verdade. O hotel que estou nada mais é que... ruizinho. Bem localizado, mas sofridinho, tadinho. Pela internet era um chaaaarme... Mas vale para o que vim fazer, atende bem (se a gente fechar o olho hahahahahaha). Terceira vez que me dou mal nesse sentido. Quem mandou não consultar o trip advisor? Gente, santo de casa não faz milagre mesmo!!! Agente de viagens do pau oco!

-Nada como ser cara de pau e sair falando portunhol depois de 6 meses de aula. Tô adorando!!!! (A aula é de espanhol, ok??? Só o resultado que ainda não é).

-O povo aqui tem uma sensibilidade para design incrível. As roupas de criança são magníficas, dá vontade de passar horas em cada uma das lojas que vejo. Meu bolso está com um rombo irreparável. Impossível resistir.

-Depois de um longo e rigoroso período de abstinência, algo em torno de anos e anos e anos, tomei novamente uma bebida inesquecível para mim: chocolate branco quente! Esse, da chocolateria HAVANA (onde também encontramos o típico alfajor), ainda vem com cubinhos de chocolate por cima do leite vaporizado, e que aos poucos vão derretendo e virando tipo um creme quente de chocolate branco, meio Nutela ao inverso, que delícia meu DEUS (e isso porque estou LOUCA para emagrecer). Vou ter que deixar pra depois (o regime, não o chocolate).

-Uma cidade que tem muitos cafés já me conquista de cara.  E é legal o copinho pequenininho de vidro que eles servem junto, com água gasosa.

-Ôba, tinha saxofonista tocando na Calle Florida. Nada como um passeio ao som de saxofone.

-Ôba, mais um restaurante com acesso gratuito à internet do lado do hotel!

-Ôba, um copo de vinho para matar saudade de Paris. O QUÊ É ISSO? UM MOSQUITO NO MEU VINHO????

Caiu um mosquito no vinho, não tô brincando, não.

Parei de tomar, claro.

Só não parei de trabalhar.

Escreve, escreve, escreve, trabalha, trabalha, trabalha, e vamos dormir que ninguém é de ferro.

Até amanhã!!!! ZZZZZzzzzzzz

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Obrigada, obrigada! Aproveito o Viajar Vicia para agradecer quem prestigiou o lançamento do meu livro 'Palavra de Criança'






Olá pessoal, fiquei muito emocionada e tocada com a presença de cada um de vocês no lançamento do livro “Palavra de Criança”. A todos que colaboraram com frases, meu MUITO OBRIGADA! A todos que dedicaram seu tempo para prestigiar o evento, MEU CARINHO e AGRADECIMENTO!!!! A todos que, de longe, torceram por mim, MUITOS BEIJOS e ABRAÇOS!!!! Que continuemos firmes e fortes com o blog!!!! Na semana que vem recomeçarei com toda força os novos posts no Palavra de Criança!!! Beijos e confiram as fotos!
Para mais informações, acessem www.matrixeditora.com.br