quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Vai uma companhia aí?



Quem é que nunca ouviu falar que viajar com alguém é a melhor maneira de testar um relacionamento que atire o primeiro comentário!

É inegável que em uma viagem você experimenta de tudo. Viajar é ótimo, excelente, magnífico, mas não deixa de ser intenso. Não consigo me esquecer de uma vez que ouvi de um psiquiatra: se quer ficar louco, viaje com a família para a Austrália! Claro que me diverti horrores com suas histórias de como o cansaço daquele longo vôo misturado aos efeitos colaterais do fuso-horário viraram uma bomba relógio em sua cabeça, na cabeça da mulher e de seus filhos adolescentes. No final de uma semana, era um "arranca-rabo" completo! Aquilo que era para ser sonho, virou um pesadelo! Felizmente ele conseguiu rir de tudo aquilo depois, e a partir de então descobriu que, ao menos para eles, é melhor não se aventurar por reinos tão, tão distantes.

Tenho uma amiga que considerava o namorado a pior companhia do mundo para viajar. Cá entre nós, é realmente difícil gostar tanto de alguém mas desejá-lo longe quando o assunto é... ir para longe. Ele adorava passar horas e horas percorrendo lojas, ela odiava. Gastar 4 horas em uma mesa de restaurante, bebendo e conversando, para ele era pouco. A ela, só restava desejar correr dali para um ponto cultural ou turístico mais próximo!

Como é difícil achar alguém com os mesmos desejos que os nossos! Como é complicado aceitar os desejos do outro! Como é uma tarefa difícil conciliar interesses...

No passado, eu era daquelas que se não percorresse TODOS os ítens que constam no guia de viagens do local, ficava extremamente frustrada. Como assim, não conheci aquele museu charmoso???? O QUÊ? Não fui NAQUELE lugar obrigatório???

Uma vez fui à California com meu "primo-irmão". Somos muito parecidos e "pilhados", por isso percorremos TODOS os pontos turísticos e passeios que queríamos. Fiquei super realizada, feliz demais com aquela viagem! Mas pessoas parecidas não são receita de uma viagem sem desafios. É impossível negar que mesmo nesse mar de tranquilidade acabamos nos estranhando algumas vezes. Também, às 7 horas da manhã eu já estava com a bolsa pendurada querendo ganhar a rua!!! Acho que me esquecia que as pessoas precisam dormir de vez em quando :)

Seja sozinha, acompanhada, em excursão, em família, em amigos, hoje aprendi que viajar não é somente percorrer roteiros sem fim. Quem me ensinou isso foi meu companheiro (de vida e de férias). Orgulho-me de dizer que atualmente consigo curtir uma rotina de praia sem pensar na enseada que está a meia-hora de viagem e que nunca vi.

Afinal, viajar não é só ver. É sentir. E é por isso que vicia.

PS: Adorei o site de onde tirei a imagem acima. Confiram: www.breckenreid.com

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Tolerância zero




Atualmente estou com tolerância zero em relação à má prestação de serviços.
Tá, posso estar chata demais.
Ou sem paciência demais.
Ou perfeccionista demais.
Mas tem hora que simplesmente não dá, não dá!!!!

Sei que isso não acontece só no campo do turismo e hospitalidade, mas em tudo na vida. Entretanto, esse é um tema que tem mexido tanto comigo que não consigo deixar de me expressar nesse cantinho.

Os clientes tem ficado cada vez mais exigentes, conscientes, e isso é um assunto extremamente explorado. Contudo, com raríssimas exceções, não tenho visto os serviços crescerem em qualidade na mesma medida (refiro-me a coisinhas pequenas do dia-a-dia).

Tá, sei que há clientes que extrapolam, que reclamam de tudo. Entendo que há empresas excepcionais no atendimento. Mas estou com uma raiva, e essa raiva está crescendo tanto que preciso desabafar!

Por isso faço desse post um manifesto contra:

-Pessoas que te mandam mala direta oferecendo um produto que você já tem, ou empresa que quer atrair você como cliente sendo que você já é!

-Bancos cujo papelzinho da senha vem com o seguinte texto: tempo de espera estimado de 54 minutos. Como assim? Não há uma lei para isso? E ainda extrapolam o tempo e o colocam por escrito????

-Empresas cujo funcionário te diz: vou olhar e te retorno. E NUNCA retornam! Ou se retornam, isso é feito uma semana depois, quando você já deixou 10 recados no celular e outros 10 no telefone fixo, ou então já resolveu sua vida com outro fornecedor e quer mais que o outro nunca apareça na sua frente.

-Pessoas que dizem "só um minutinho" e te deixam esperando por meia hora.

-Médicos que chegam a atrasar a consulta por uma hora e meia (detalhe: não são médicos que atendem urgências, e sim dermatologistas, alergistas...)

-Supermercados que não atualizam as promoções em seu sistema e quando você passa o suco que estava R$2,50 na promoção percebe pelo monitor que foi registrado R$3,20... Alguém confere a notinha do supermercado? Eu confiro, e digo de carteirinha que está errada em mais de 50% das vezes!

-Pessoas que entregam sua encomenda da maneira oposta ao que você pediu: cor errada, tamanho errado, especificações erradas, tudo!

-Serviços de atendimento ao consumidor que passam você para uma pessoa diferente a cada 5 minutos e você tem que contar sua história TODA de novo.

-Pessoas desonestas, que agem de má fé.

AAAAAAAAAARGHHHHHHHH! Ainda bem que existe o oposto para consolar a gente!

Parabéns à super-mega-blaster (como diz minha filha) atenciosa atendente do Café do Museu em meu último lanche nesse estabelecimento! E era um lanche tão simples... Ultimamente tenho ficado tão feliz em encontrar pessoas assim, até mesmo porque tem sido raro...

Juro que acredito que o mundo se transformaria se as pessoas colocassem para fora essa camadinha de gentileza que têm dentro de si...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

1/1/10



Primeiro de janeiro é sempre uma data mágica.
A introdução do meu primeiro livro publicado (Próxima Estação: Intercâmbio) foi escrita em um primeiro de janeiro.
A personagem de meu livro não publicado (ainda...) faz aniversário no dia primeiro de janeiro.
Você pode encará-lo como um dia de ressaca.
Um dia para passar em um sítio.
Um dia para fazer uma lista de resoluções.
Um dia para aproveitar o hotel, a casa de parentes, a barraca ou sei lá onde que você esteja hospedado, caso esteja longe de casa.
Um dia para meditar.
Um dia para arrumar a casa, dar uma limpeza geral, jogar papel fora, arrumar as gavetas e a cabeça.
Um dia para não fazer nada.
Todas as alternativas acima.

Primeiro de janeiro, o dia mais parado do ano, o mais interessante, o mais esperançoso, o mais preguiçoso.

Que aprendamos mais, que compartilhemos mais, que respeitemos mais, que viajemos mais.

Feliz 2010!