quarta-feira, 21 de julho de 2010

Livro também viaja


Sempre fui adepta da leitura, quem me conhece sabe disso.
Não há como gostar de escrever sem gostar de ler, seria como escovar os dentes sem pasta, ou viajar sem tirar fotos (não consigo, não tem jeito!!!).
Adoro ter livros como companheiros de viagem.
Já escrevi um post sobre esse assunto, eu sei. Mas os livros não me largam, assim como eu também não largo deles. Graças a Deus.

Minhas férias estão chegando, nem separei minhas roupas, mas meu companheirinho já está lá no fundinho da mala, muito bem recomendado por uma grande amiga, aguçando minha curiosidade pelo conteúdo de suas páginas.

Hoje descobri que os livros também viajam.
Não dessa maneira que já conhecemos, na mala ou mochila da gente.
De acordo com a história do Seu José Vieira, publicada na última edição de VEJA (21 de julho de 2010), os livros viajam pelas mãos de pessoas especiais. Vendedor de porta em porta, Seu José coloca semanalmente quatro caixas de livros em um barco e sai com elas pelo Rio Amazonas. De acordo com o texto da VEJA, entre um município e outro, ele faz paradas estratégicas em pequenas comunidades ribeirinhas.
"Sou a maior atração quando chego" - ele diz "As pessoas querem tocar nos livros."

Não dá para não ficar emocionada só de pensar em uma imagem dessas. Seu José passa de 12 a 36 horas navegando com seus livros a bordo, livros que chegam até mãozinhas ávidas por conhecimento devido ao esforço desse vendedor que se diz "apaixonado pela profissão".

Tem livro que prefere bicicleta. A senhora Edna, também personagem dessa edição de VEJA, pedala até seis pelo bairro de Jacaré, o mais populoso de sua cidade (Cabreúva, SP), com seus produtos e livros na cestinha da frente. Cabreúva não tem livraria, mas tem a Sra. Edna, com sua simpatia e esforço.

Fico encantada com pessoas assim. Certamente, nessas férias, ao ler meu livro e ouvir o barulhinho das ondas do mar, pensarei nos leitores que fazem o mesmo, e em todos os "Seus" Josés e "Donas" Ednas, que contribuem, com seu trabalho, para a concretização da mais linda das viagens: aquela que é feita através dos livros - e da nossa imaginação.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

É assim que eu quero ser: um porta-chaveiros



Hoje meu dia começou bem cedo, e com uma surpresa boa: um e-mail de minha intercambista Paula, a corajosa adolescente "mineira-japonesa-brasileira" que resolveu dar uma espiadinha na vida lá do outro lado do mundo, na Nova Zelândia.

Que coisa engraçada... Ao ler o e-mail da Paula, fui imediatamente "sugada" para as imediações do Aeroporto de Guarulhos, só para comer pizza cara com ela (alguém conhece preços mais absurdos do que os praticados pelas lanchonetes dos aeroportos?)e aguardar pela chamada do vôo da Lan Chile. Nessa parte da história, a Paula ainda não tinha feito amizade com ninguém, mas confesso que logo comecei a encontrar um monte de nomes novos enfeitando o seu e-mail, ou seja... Nada que uma intercambista não resolva em um piscar de olhos puxadinhos.

Sua mensagem poderia ser a de tantos outros adolescentes que partem rumo ao desconhecido: frio na barriga, emoção, correria para não perder o vôo... Só que uma coisa em especial logo chamou a minha atenção.

Durante o vôo, Paula fez amizade com um casal asiático. Pelo jeito foi um encontro legal, pois ela acabou dando um bombom Sonho de Valsa pra eles. Em troca, ganhou um chaveiro de Singapura, o que logo a fez pensar: Vou fazer uma coleção de chaveiros das nacionalidades que eu encontrar pelo caminho.

Intercâmbio é isso: uma reunião de incríveis descobertas, um monte de situações inacreditáveis, um bocado de saudade e, de quebra, um baita número de amigos vindos de cantos tão diversos e tão longínquos desse globo terrestre que você começa a acreditar que está no caminho certo para conquistar o mundo.

Fazer intercâmbio é colecionar chaveiros.

A vida, assim, tem outro sabor.

Paula, hoje você inspirou meu post e meu dia. Seja feliz na Nova Zelândia!


PS - A foto dos "chaveirinhos" eu descobri no Google, em um lindo blog chamado "Giuliana Original Handmade" - Uma brasileira prendada, que faz lindos trabalhos artesanais e que mora... nos Emirados Árabes Unidos!!!!!
Mais uma colecionadora de chaveiros...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Para encomendar meus livros






Olá pessoal,
Algumas pessoas tem me perguntado onde encontrar os meus livros.
Acho que o caminho mais fácil são as livrarias virtuais, ou mesmo os sites das duas editoras:
www.matrixeditora.com.br (Para o “Palavra de Criança” e o “Bagunçado ou Bem Guardado?”)
www.letrasbrasileiras.com.br (Para o “Menina de Três” e o “Se eu Fosse…)
Outro caminho é encomendá-los para mim, principalmente quem deseja que o livro vá com dedicatória (não deixa de ser um presente personalizado e especial…)
Nesse caso, é só me mandar um email que eu descrevo todos os passos, é fácil e prático, visto que sempre tenho exemplares comigo, ok?

Segue o e-mail: luizameyer@hotmail.com

O livro “Próxima Estação: Intercâmbio” foi meu primeiro, e é dedicado aos adolescentes que farão um programa “High School” no exterior. Através de e-mails a seus familiares, amigos e, claro, namorado, uma adolescente nos faz embarcar em sua experiência internacional com duração de 5 meses. Os pais dos intercambistas também curtem muito esse livro… Fica a dica!

Beijos!
Luiza

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Ressaca de copo(a)?


Ai, ai...
Dia estranho...
Aliás, COPA estranha.

Primeiro que não ganhei nenhum bolão, nem mesmo o de 1 real que fizemos na casa do meu primo, no dia do segundo jogo do Brasil.

Delícia, esse dia. Delícia a reunião, a bagunça, o pretexto pra reunir a família. A Copa... Sei não. Tava estranha. Um "quê" de boto fé mas não boto, acredito, mas tem alguma coisa que... Sei lá. Pulga na orelha. Desconfiança. Um trem esquisito, se é que alguém de fora vai entender o meu mineirês.

Nessa copa contei com apoio estrangeiro. Uma turma de amigos Canadenses, Neo-Zelandeses e outros gringos camaradas que torceram por nós. Gente que acordou cedo para curtir o jogo do Brasil. Curtir? Bem, mudemos de assunto.
Amigos de um lado, pés congelados do outro. Quem é que mandou o infeliz do Mick Jagger "torcer" por nós lá na África do Sul??? Diabo de pé frio, vai levar sua urucubaca lá pro norte da Islândia!!!!!!!!!!!

Nessa copa vi um jogo em companhia de um alemão, ou melhor, um inglês que mora na Alemanha. Não sei o que é pior. Até que o coitado não deu azar pra gente não, afinal de contas ele viu o jogo contra o Chile. Ou será que o danado estava ali, quietinho, só tramando para a próxima e ninguém desconfiou??? Arrependimento da minha acolhida simpática, raiva dos quibes que fritamos, malditos os goles gelados de coca-cola que ofertamos durante aquela autêntica reunião de condôminos que ingenuamente torciam por nosso país... Nós, e o alemão/inglês, quietinho, sem dizer um "pio" pra ninguém desconfiar da mirabolante conspiração internacional que se instalava por trás daqueles olhinhos azuis...

Brincadeiras à parte, nosso fracasso nessa copa não é culpa de ninguém, a não ser, claro, do Dunga rs rs

Hoje teve gosto de ressaca. É um trem esquisito demais da conta, como falei aí em cima. Todos havíamos embarcado na mesma viagem. Uns empolgados, outros realistas, uns doentes, outros viciados em futebol, mas raramente indiferentes. De um jeito ou de outro, embarcamos juntos, e hoje ficamos, também juntos, com um gosto de corrimão de escada na boca...