sábado, 2 de outubro de 2010

Que seja eterna enquanto dure



O que torna uma viagem perfeita?

Acredito que várias respostas podem ser dadas, ou um conjunto delas: companhia, local escolhido, época do ano, a programação (ou a falta dela), o clima, o hotel, o serviço, a quantidade de dinheiro disponível, a disposição física e psicológica, etc, etc, etc.

E o ítem 'duração', será que conta? Talvez no sentido de que não seja grande demais a ponto de saturar o viajante, nem pequena demais a ponto de não permitir que seja desfrutada. Nem grande, nem pequena. Na medida certa.

No final de semana passado, fomos à Águas do Treme Lake Resort, bem pertinho de Sete Lagoas (1 hora de BH).
O clima? Sol e céu azul.
A água da piscina? Gelada, o que rendeu boas risadas.
O serviço? Vamos dizer que esqueceram nosso pedido e que o sanduíche levou uma hora e meia para chegar à mesa, mas quem se importa se o objetivo é descansar?
A companhia? Deliciosa! Nada melhor do que curtir a família...
A programação? Andar de "trenzinho" sobre rodas para conhecer a estrutura do hotel e seus arredores, procurar o pangaré mais mansinho para a cavalgada da Juju, observar o vôo gracioso das garças, ver uma casinha de João de Barro ao vivo, catar coquinho (literalmente), conhecer a casinha dos "Três Porquinhos", observar outros hóspedes pescando no lago...

Uma viagem não precisa ser longa para ser válida. Uma escapadinha, ou "escapulida", como gostamos de dizer, é mais do que suficiente para deixar a semana diferente. É impressionante como poucas horas de passeio podem trazer recordações incríveis, como o primeiro passeio de bicicleta feito em família, que nem mesmo o banquinho danado de duro da minha bike foi capaz de estragar.

Acho que o que faz uma viagem perfeita é não buscar a perfeição, é deixar que ela aconteça. E saber percebê-la, esteja onde estiver.

3 comentários:

  1. Tempão que não via esse "escapulida"...rsrsrs

    A viagem perfeita, no meu modo de ver, tem que "deixar rolar", e saber curtir tudo o que aparece pela frente. Se for tudo muito programadinho, e se alguma coisa der errado, pronto lá se vai o nosso humor.

    Beijosssssss

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  2. Nossa, tia, tinha tanto tempo que eu não fazia um passeio de final de semana assim...
    Pode ser a coisa mais simples do mundo, mas parece que dá outra energia pra gente...
    Olha, e em relação a viagens 'programadinhas', não é fácil sair dessa história de ver tudo o possível no menor tempo possível não! Difícil trocar a visita a pontos turísticos por um tempo para relaxar e curtir a cidade. Isso é pra poucos (talvez os menos ansiosos...)

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  3. Viagem pequenininha... mas grande o suficiente pra me deliciar com uma esposa linda e carinhosa, pra ver minha filha se deleitando com a água fria, de esticar as canelas andando de bike e apostando corrida com os bentivis pelo caminho.
    Viagem curtinha... mas deliciosamente longa pra se lembrar pela vida toda. Te amo minha companheira de viagem!

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