sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Viajar pra quê? Ou melhor, pra QUEM?


Sei que cada pessoa é de um jeito,
Que cada jeito acompanha uma vontade,
Que para cada vontade tem um destino,
Que pra cada destino tem...
Uma viagem.

Nos últimos tempos, contudo, um assunto vem incomodando minha mente com frequência:
No momento da escolha da rota a ser seguida, da definição do lugar a ser visitado,
o que é que anda valendo mais?
Será o desejo pessoal, ou a corrida pelo que é mais desejado (pelos outros)?

No momento de tirar as fotos, de onde anda partindo a inspiração? Da busca pela recordação, ou da necessidade de dizer aos outros "eu fui" através de imagens, de posts em blogs, de publicações nas redes sociais?

Compartilhar é bom e necessário. Mas é clara a diferença, por exemplo, entre os excelentes blogs que encontro pela rede e que tanto nos informam e divertem, e aqueles que tratam os leitores como uma espécie de espelho para alimentar o sentimento narcisista de quem os escreve.

O mundo é uma vitrine, cada vez mais. Os pacotes estão espalhados nas prateleiras, separados em categorias variadas, como preço, duração, nível de conforto... Cidade ou natureza? Diversão ou calmaria? Solteirice ou família? Compras ou retiro espiritual?

São muitas as variáveis!!!!! Seria bom, entretanto, que, independente do que move o viajante (busca do conhecimento, necessidade de consumo, tempo para si próprio ou para a família, resgate do romantismo) que essa vontade ou necessidade partisse dele próprio.

Afinal, viajamos para nós ou para os outros????

Algo a se pensar...

Um 2011 de SIGNIFICATIVAS descobertas para todos nós!

2 comentários:

  1. Com certeza essa é uma reflexão válida! No meu caso, eu trabalho com isso, as pessoas esperam as fotos, mas realmente tem alguns momentos em que eu NÃO QUERO TIRAR FOTO. Mas ai penso no que tenho que postar, nos apoiadores e vou tirando.

    Em Londres, semana passada, um rapaz viu que eu estava sozinha em um walking tour pela cidade e toda hora dizia:

    - Quer que eu tire um foto sua?

    Eu aceitava sempre.

    Até que eu disse:

    - Você não tira foto?

    Ele sorriu e disse:

    - Não preciso, estou fotografando tudo aqui (apontou para a cabeça).

    Achei o máximo ele estar fazendo a viagem da maneira que ele acredita.

    Beijos

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  2. Olá Flávia, adorei seu comentário... Me fez lembrar de um conhecido meu, cego, que viajou para o exterior com a esposa. Ao ser questionado sobre a viagem e o fato de não poder enxergar os locais visitados, ele respondeu:
    -Conheci a Europa através dos olhos da minha mulher!

    Puxa vida, isso me fez pensar que existem muitas, muitas e muitas formas de viajar!

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