terça-feira, 29 de novembro de 2011

Novos "amigos de pano" no meu site Portal do Intercambista (www.portaldointercambista.com.br)




Meu site Portal Do Intercambista está com dois "amigos de pano" novos, bichinhos criados exclusivamente por dois designers dos quais sou fã!!!: Daniela Karam, de BH, e Silvio França, de São Paulo. As unidades são reduzidíssimas, portanto garantam logo esse presente original!

Quem for de BH e quiser encomendar diretamente comigo, é só me mandar uma mensagem. A encomenta pelo site implica em custo de frete. Beijos!

sábado, 12 de novembro de 2011

Bercy Village





Existem muitas coisas relacionadas à França das quais sou verdadeira fã: sua língua, seus vinhos, seus queijos, seus doces, sua história, suas paisagens, suas cidades interioranas e bucólicas, suas feiras de rua, seus rios, seus castelos, sua culinária, sua moda, seus filmes, e por aí vai... É uma lista sem fim, na verdade, e que pode se prolongar por inúmeros posts nesse blog.

Sou também fã da minha professora de francês, a Tereza. Como não posso viajar para a França sempre que dá vontade (ou seja, sempre MESMO), é ela quem me transporta para o lado de lá. Em uma de nossas conversas, a Tereza me falou de Bercy Village. Claro que concordei prontamente em visitar o local...

Ao final do século XIX, a região recebia os vinhos produzidos no país, e esses vinhos eram engarrafados, estocados e vendidos pelos comerciantes instalados em seus galpões. Hoje em dia, esses galpões são lojinhas extremamente deliciosas e simpáticas, que oferecem desde produtos para casa, objetos de design, materiais de artesanato, filhotinhos de animais fofinhos (sim, lá tem pet-shop), biscoitos, chocolate, além de uma diversidade de restaurantes para matar a fome típica do horário da minha visita.

Bercy Village foi uma surpresa muito agradável para uma manhã de sábado de outono, ensolarada e de céu azul. Muito gostoso ver as crianças se divertindo com os brinquedos expostos ao lado de fora das lojinhas, principalmente se estamos sentadas confortavelmente à sombra, com o acompanhamento de um bom vinho da casa e de um filé macio e suculento...

Fica a dica: www.bercyvillage.com

sábado, 5 de novembro de 2011

Conexão Paris







Há muitos meses, uma grande amiga minha me apresentou ao blog “Conexão Paris”. Para quem não conhece, aqui vai o endereço: http://www.conexaoparis.com.br

Paris é boa de qualquer jeito, e se não dá pra caminhar por suas ruelas e esquinas a todo tempo, acompanhar esse delicioso blog é uma excelente alternativa. É sempre gostoso saber curiosidades sobre essa fascinante cidade, entender o que está por trás dos seus mais famosos encantos, e descobrir que até seus encantos não famosos podem ser tão (e às vezes, até mais) encantadores.

Neste mês de outubro, visitei novamente a capital francesa. Enquanto saboreava uma deliciosa torta de maçã e tomava um café no charmoso bairro de Marais, deparei-me com algumas alternativas, como se estivessem escritas com giz na lousa verde. A lousa à qual me refiro é aquela utilizada pelas brasseries e pâtisseries da cidade, estampando o que há de mais delicioso no menu.

Alternativa 1 - Sim, você está em Paris. Esqueça os quilos a mais e peça uma torta de limão quando a de maçã acabar.

Alternativa 2 - Não, você não conhece ninguém ao lado, por isso não se importe com o creme que se espalha pelos cantos da boca a cada mordida esfomeada no doce.

Alternativa 3 - Sim, esse é o seu cardápio de café da manhã, quem se importa? Viajar significa quebrar regras, caso você não saiba. Portanto coma sobremesa no café da manhã, o que não significa dispensá-la nas refeições seguintes.

Alternativa 4 – Não, a conta não está errada, a água mineral tem mesmo o preço de vinho e o vinho tem preço de água mineral. Na dúvida, peça os dois.

Ok, sei que Paris tem muito mais a oferecer, e vou falar um pouquinho sobre isso nos próximos posts. Mas é inegável que a cidade dá fome: fome de cultura, de lazer, de amor, fome de sabor, de sonho, de lembranças inesquecíveis que se materializam na forma de fotos.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

International House Dublin (Irlanda)






Queridos leitores e acompanhantes do blog,
Sei que fiquei sumida por muito tempo... Mas voltei em grande estilo!
Digo isso porque acabo de voltar da apaixonante cidade de Dublin, um destino cada vez mais atraente para quem deseja estudar inglês no exterior.
Sou responsável pela divulgação da escola International House (Dublin) na América do Sul, e o link de fotos abaixo traz imagens da cidade, escola, e suas acomodações.
Não deixem de conferir!

https://picasaweb.google.com/luizameyer/IHDublin?authkey=Gv1sRgCPrE3YSE_uG1kAE#

Estou à disposição para ajudar! Interessados podem entrar em contato comigo através do blog ou do e-mail: luizameyer@gmail.com

sábado, 6 de agosto de 2011

Uma família tralalá e uma viagem rodoviária pra lá de divertida!



-Quanto tempo de ônibus? - me pergunta Júlia (9)
-Umas 12 horas... - respondo.
-DOZE???? NUUU!!!!

A expectativa para essa viagem rodoviária foi grande. Para mim, pareceu o túnel do tempo. Para ela, algo absolutamente inédito.

Pra variar, deixei as malas para a última hora. Minha habilidade de fazer malas, que está próxima à avaliação "nula" ou "sofrível", certamente não ajudou. Aliás, Juju, bem que você poderia me ajudar, né?

-Mas eu já separei as minhas coisas! - ela reclamou - Vem ver aqui na minha cama!

Fui conferir, claro, afinal minha filha poderia mesmo estar crescendo.

-Mas aqui não tem nada! - reclamei.
-Claro que tem, mãe! Canetinha, bloco, o Nintendo DSI, o carregador, o coelhinho pra dormir...
-Tá, tá, mas cadê as roupas, os sapatos, os biquínis?????
-Ah, é...

Cristo Redentor!!! Isso é que dá a gente mal sair do trabalho e já emendar as férias! Não dá tempo nem de respirar! E dá-lhe dobra roupa, aperta roupa, separa roupa...

Lógico que ao voltar a BH apenas 1 terço da mala tinha sido utilizado. Mas isso é outra história!!!!

Pra que serve o guia de uma excursão dessa? - uma amiga perguntou.
Para mim, serviu para contar a parte final do DVD que insistiu em travar durante a viagem.
-Gente... - explicou ele - Já tentei de tudo mas o filme realmente não roda mais. Vamos colocar outro e...
-Como assim????????? - Reclamei - Nâo vou aguentar ficar sem saber o que aconteceu, peloamordedeus!!!!!

Guia também serve para aguentar chatice dos passageiros que bebem cerveja enquanto ele explica tudo, e depois pedem pra explicar tudo enquanto o guia bebe... coca-cola.

-Faz xixi, Júlia.
-Não tô com vontade.
-Filha, vai assim mesmo, a outra parada vai demorar.

Pra mim viagem de ônibus tem cara de pão de batata com queijo na parada, além do café, claro. Ou coca-cola, se estiver enjoado. Ou água tônica, se o enjoo for um pouco mais forte. E fazer xixi na parada, nem que seja só um pinguinho, afinal ninguém merece aquele banheiro do ônibus.

Viagem rodoviária me faz pensar em walk-man. Para quem não é dessa geração, explico que o walk-man é o tataravô no Ipod. Em outras palavras, um tijolinho que carregava FITAS de música cujo repertório eu gravava das rádios, e vira e mexe precisava cortar a música antes do locutor falar...

Viagem rodoviária me faz meditar, olhar as paisagens desse Brasil imenso, pensar em como pessoas moram em casinhas isoladas no meio do cerrado, enfim, viagem rodoviária é um convite para pensar na vida e em si mesmo, enquanto ouvimos nosso repertório de músicas preferidas.

Ah, e se emocionar. Como as paisagens que coloco em seguida. Aqui, quando atravessamos a ponte que divide o Estado de Goiás e Minas Gerais (sobre o Rio Paranaíba), minha ficha caiu. Nessa vida de ritmo maluco, quando mal sabemos esperar um arquivo ser aberto ou o elevador chegar, é importante nos lembrarmos do que significa percorrer caminhos. Afinal, mais do que o destino final, a viagem é o percurso.

Aliás, sobre o destino final... Bem, sobre esse eu conto no próximo post! ;)

De Caldas Novas - Julho 2011

De Caldas Novas - Julho 2011

De Caldas Novas - Julho 2011

domingo, 19 de junho de 2011

Novidades do Portal do Intercambista!!! www.portaldointercambista.com.br





Além de apaixonada por viagens, sou fã número um de artesanato.
ADORO produtos feitos a mão.
Nessa última viagem que fiz a Montevideo, visitei uma feirinha de artesanato que ocorre aos sábados, perto da Praça Biarritz, bem pertinho do hotel que eu fiquei. Lá pude admirar a diversidade de produtos confeccionados pelas simpáticas e trabalhadeiras mãos uruguaias... A cada barraca, um sorriso, uma história, delícia!

Para o portal do intercambista, site de presentes artesanais que criei para que os estudantes brasileiros possam levar lembrancinhas ao exterior, a trajetória tem sido a mesma. Não sei o que mais adoro: se são os produtos ou a história de vida que está por trás de todos eles.

Os mais novos "mimos" dispostos na prateleira do site são esses brochinhos de feltro, fofinhos e de excelente acabamento, que dão colorido e customizam jaquetas, bolsas, mochilas, cachecóis... Um presente original e 100% brasileiro.

Novidades do Portal do Intercambista!!!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Dia de visitar Montevideo...






-A senhora não pode embarcar...
-Como assim? - perguntei.
-Por causa do vulcão.
-Que vulcão???
O moço do check-in respirou fundo, e foi aí que eu percebi que ele não estava brincando. Senti que algo se passava e que eu deveria ser a única a não estar informada o suficiente... Calma, leitor, isso foi no início do problema com o vulcão chileno, mas precisamente na terça-feira passada, ou seja, ainda tinha ALGUMA desculpa para estar, digamos, um pouquinho fora de órbita.

Quando olhei para a minha malinha, já coberta por sua velha conhecida capa plástica protetora, que de velha não tinha nada pois acabara de ser colocada, vi que aquele não seria o dia de conhecer Montevideo.

Na loja da TAM, remarquei a passagem para a manhã seguinte, sem saber ao certo quanto duraria uma erupção vulcânica.
-Só tem lugar pra voltar no domingo.
“Tudo bem”, pensei, “agora meu objetivo é ir”...

No caminho pra casa, dentro do ônibus da linha do aeroporto, digitei freneticamente a mensagem que dizia aos parceiros uruguaios o motivo de não comparecer à reunião do dia seguinte, e aproveitei para perguntar se a mesma poderia ser adiada para... O dia seguinte ao dia seguinte.

Surpresa boa: ninguém se estressou, o que já mostrou que o povo uruguaio sabe levar a vida. Não deu? Vem depois e boa viagem!

E realmente a viagem acabou sendo boa, mas a noite anterior... Liguei para a TAM de uma em uma hora, para receber de presente mensagens tão desencontradas que pareciam piada: embarca, não embarca, embarca, não embarca... (E eu que nem uma zumbi, pois a opção “dormir” estava fora de cogitação!)

Solução? Liguei para o Uruguai, a terra onde o povo sabe viver a vida, e onde as informações foram precisas: o aeroporto estava operando normalmente.

-Está estressada? – perguntou meu companheiro de voo BH/SP, atleta ciclista que faria o caminho de Santiago na Espanha...
-Sim, na verdade tenho pouquíssimo tempo para a conexão, e esse avião não para de sobrevoar São Paulo!
-Está torcendo pra ele descer?????
-Se for em doses homeopáticas, sim...

Mas o voo atrasou, ficamos parados na pista, e o pior, a mala demorou séculos para atingir a esteira... Não entendi o motivo da TAM ter despachado a valise para Guarulhos, ao invés da dita cuja ser encaminhada diretamente para Montevideo...

E corre com mala, respira, corre com mala que nem uma maluca pelos terminais do aeroporto de Guarulhos... Por pouco não embarquei. Mas aquele ERA o dia de conhecer a capital uruguaia.

Ando com certa tendência a achar as cidades que visito como as mais lindinhas do mundo, até visitar a próxima. Mas Montevideo é mesmo lindinha, não dá pra negar. Uma amiga minha tinha me contado uma ótima definição da cidade: um brechó a céu aberto, uma cidade que parou no tempo... Sem dúvida, a capital uruguaia é assim, mas também é muito charmosa e carrega consigo uma atmosfera deliciosa, mesmo com cinzas vulcânicas pairando no ar...

Então, só pra não perder o costume, seguem minhas impressões da viagem:

-Carros antigos na rua, alguns lindinhos e outros literalmente caindo aos pedaços, o que se aplica também aos táxis... Ou a porta não fecha, ou você não acha a manivela que abre o vidro, ou o teto está preto de tão sujo, ou você não está nem aí pra nada disso porque quer mesmo é aproveitar para apreciar a paisagem.

-Do lado de lá, sábado tem cara de domingo... É dia de passear na orla abraçadinho à garrafa térmica e tomar mate observando o mar... Nunca vi um traço cultural tão forte e tão evidente como a paixão pelo mate e pelas tais garrafinhas de água quente que o povo carrega que nem um bebê (e ainda customiza a dita cuja com adesivos, só pra chamar de “sua”).

-Falando em bebê, o que mais vi foram homens carregando os bebezinhos e as mulheres ao lado, com os braços livres... Coincidência ou traço cultural?

-Ô terra pra ter doces deliciosos! Bastou eu chegar por lá para começar a achar normal comer doce de leite com pão pela manhã, tão normal que repeti o hábito nos outros dias da minha viagem... O pior é quando você começa a achar que o normal é comer doce de leite o dia inteiro, e a não compreender como conseguiu sobreviver antes disso...

-Descobri que podemos tomar café da manhã ao final da tarde, e que desse jeito ele fica ainda mais gostoso... Na verdade, é que o menu “lanche” era tão idêntico ao café da manhã que achei que não seria servido naquele horário... Morri de prazer ao comer o waffle com doce de leite (lógico), croissant com presunto e queijo (MUITO mais gostoso que o argentino), torrada com geléia e café com leite...

-Vi que visitar o centro histórico 15 vezes tem seu gosto especial, diferente a cada visita... No meio do caminho tinha um centro histórico, tinha um centro histórico no meio do caminho...

-Experimentei o melhor peixe, o melhor cordeiro e a melhor massa que comi em toda a minha vida... Uma surpresa gastronômica a cada dia, quer mole ou quer mais?

Quero MAIS!!! Eu quero sempre mais, como dizia o Ira...

domingo, 5 de junho de 2011

Novidade!!! Chegou o site www.portaldointercambista.com.br




Olá pessoal,

Acabo de criar o site www.portaldointercambista.com.br com muito carinho!!! Quem vai estudar no exterior encontrará produtos artesanais diferenciados para presentear as famílias hospedeiras e também os novos amigos estrangeiros.

Meu livro "Próxima Estação:Intercâmbio" (segunda edição) também se encontra disponível no site!

Os parceiros são artesãos que criaram peças exclusivas... Logo teremos mais novidades! ;)

O site também é destinado aos que procuram presentes criativos feitos a mão por artistas mineiros!!!!

Clique no selo e visite!

Novidade! www.portaldointercambista.com.br

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Chegou a segunda edição do "Próxima Estação: Intercâmbio"!



Primeiras experiências são sempre marcantes, e o primeiro livro não poderia ser diferente.

Em 2003, lancei o "Próxima Estação: Intercâmbio". Na época, trabalhava na administração central dos Colégios Maristas e organizava intercâmbios para os alunos desta instituição. Lembro-me de que o lançamento foi no Teatro do Colégio Marista Dom Silvério, em BH, debaixo de um dilúvio digno do filme "Arca de Noé", o que não impediu que familiares, clientes e amigos corujas fossem me prestigiar naquele momento tão, tão, tão importante da minha vida...

Meu primeiro livro foi dedicado à minha filhota Júlia, que na época era uma linda bebezinha, toda "se achando" em seu primeiro evento social, enfeitada da cabeça aos pés pela avó...

9 anos se passaram, Júlia é hoje quase uma pré-adolescente, assim como a segunda edição do meu livro, desta vez atualizada, e, claro, MUITO MAIS BONITA! Como boa mãe, não posso deixar de elogiar meu filho, concebido com tanto esforço e carinho!

Para quem não conhece, o livro traz a história de uma garota que optou por fazer um semestre do programa "High School", aquele intercâmbio que proporciona aos adolescentes cursarem parte de seu Ensino Médio no exterior. Através dos e-mails que ela escreve aos seus amigos, namorado e familiares, é possível acompanhar os desafios e descobertas dessa experiência internacional tão forte nessa etapa da vida...

MUITOS intercambistas já viajaram pelas páginas desse livro, e é com muito orgulho que a nova edição vem preparar mais um grupo de jovens aventureiros!!!!

Quem tiver interesse em adquirir um exemplar, é só entrar na página "Loja Livros" neste blog!

domingo, 1 de maio de 2011

Olhar Apaixonado Por um Céu de Abril






Um olhar apaixonado brilha, presta atenção nos mínimos detalhes, funciona como um scanner que não deixa nenhum enquadramento de fora, nenhuma cena despercebida.

Uma vez ouvi de uma amiga, cujo filho mora em VENEZA, que é muito fácil distinguir um morador da cidade, pois é o único que anda olhando para baixo!

O olhar do turista é um olhar apaixonado, abobalhado, encantado. Olhamos para cima, para os lados, para o alto, para os cantinhos...

Por que não fazemos isso com nossa própria cidade? Na semana passada ouvi de um taxista no Rio sobre os inúmeros programas legais que podem ser feitos com crianças por ali. O comentário veio em seguida: é incrível como o próprio carioca não conhece esses passeios...

Mal do comodismo? Mal do "já é meu, então pra que o esforço?"

Pois ontem, dia 30 de abril, último dia do meu mês preferido por seus céus arrebatadores de azuis indescritíveis, resolvi fazer um exercício de turista e procurar abrir meus olhos, um pouquinho mais, durante minha caminhada matinal.

Bastou um celular e um bocado de sentimento para voltar a me apaixonar por Belo Horizonte...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Me Apaixonei Por Niterói visitando o MAC!








Confesso que me apaixonei pelo MAC, e também confesso que me apaixonei muito mais pela imponência de suas linhas e pela estupenda vista que o local proporciona do que necessariamente pelas obras expostas...

Visitar museus é, sem dúvida, uma experiência apaixonante, que não deve ser nunca, nunca, feita em caráter de obrigação, do tipo "tenho que visitar esse museu porque todo mundo conhece". E daí? Se arte é emoção, como é possível experimentá-la com razão???

Mas eu tinha muita curiosidade de conhecer o MAC, por isso corri para lá na primeira oportunidade que tive de passar por Niterói, já que tinha MUITOS, MUITOS, mas MUITOS anos que eu não voltava à cidade, agora tão diferente e desenvolvida...

Ver o Rio de Janeiro desse ângulo não tem preço! Imagens assim valem mais do que mil palavras!

Para mais informações, visitem a página do Museu de Arte Contemporânea de Niterói: www.macniteroi.com.br

sexta-feira, 15 de abril de 2011

RIO!



Há alguns (bons) anos, quando eu trabalhava organizando intercâmbios para os colégios da Rede Marista, fizemos um vídeo com cenas dos alunos que viajaram para a Irlanda.

Lembro-me muito bem que a “música-tema” do início do tal vídeo era “Samba do Avião”, com a deliciosa voz de Tom Jobim:

Minha alma canta / Vejo o Rio de Janeiro / Estou morrendo de saudade / Rio seu mar / Praia sem fim / Rio você foi feito pra mim

Cristo Redentor / Braços abertos sobre a Guanabara / Este samba é só porque / Rio eu gosto de você / A morena vai sambar / Seu corpo todo balançar / Rio de sol, de céu, de mar... Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão...

Era do Rio que partia a aeronave rumo à Europa, com aquele montão de adolescentes ansiosos que não viam a hora de chegar a Dublin.

Foi do Rio que partiu a aeronave que me levou à França em minha primeira viagem internacional, lááá no início da adolescência.

Quantas férias passei no Rio de Janeiro... Já perdi a conta, foram inúmeras. Em uma delas, ainda criança, fizemos um passeio no Galeão... Que barato, sair em família para conhecer um aeroporto internacional! E como eu curti tudo aquilo, o ônibus executivo que nos levou até lá... Que coisa maluca, um “passeio” que hoje chamaria fácil de “traslado”...

Rio pra mim tem gosto de infância, de primeira visita ao Mc Donald`s, de biscoito Globo, de mate na praia, de viagem de barco rumo a Paquetá...

Foi no Rio que empinei pipa correndo pela areia, me perdi por horas na praia, foi ali que me apaixonei pelo milk-shake do Bob’s, e foi nessa cidade que vi inúmeras asas-deltas colorirem o céu da Praia do Pepino.

Rio tem jeito de novela da Globo, gosto de sorvete da Shaika, temperaturas tão elevadas que fazem a roupa colar na pele e que curiosamente trazem junto lembranças gostosas de patinar na pista de gelo do Barra Shopping...

São tantas as bagagens que carrego do Rio: Seu planetário, seu Jardim Botânico, a rede da varanda da casa da minha tia... As hospedagens no “Iglu” (eram como barracas de acampamento, porém em fibras de vidro, verdadeiros “iglus” que nos acomodavam na Barra...), a emoção que se renovava a cada vez que eu subia no bondinho (será que é por isso que amo tanto teleférico?), a toalha forrando o banco do carro para não ensoparmos tudo com o biquíni molhado...

Já visitei o Rio trabalhando, fazendo cursos, levando estudantes (de 9 e 10 anos!) pra passear, pedindo visto americano, visitando familiares, curtindo família, namorado, já visitei o Rio chuvoso, seco, quente, abafado... Já fiquei parada no canteiro central da Av.Brasil (meu pai havia “escalado” o canteiro com o nosso carro, que ficou com os pneus no ar) debaixo de um dilúvio...

E de repente, assim, do nada, parei de ir até lá. Há quanto tempo não visito a cidade... Há uns bons, bons anos...

Não sou da praia, sou da montanha, como diz a música “Seio de Minas”, da linda Paula Fernandes:

Eu nasci no celeiro da arte / No berço mineiro / Sou do campo da serra
Onde impera o minério de ferro
Sou das Minas de ouro / Das montanhas Gerais / Eu sou filha dos montes
Das estradas reais...

Não sou do mar, sou da serra.
Então por que choro todas as vezes que ouço Samba do Avião?

Não sou do calçadão, sou da calçada.
Então por que ver o filme Rio e inexplicavelmente me sentir em casa?

Viajante é assim: uma colcha montada com cenas das cidades visitadas.
E há muitos, muitos, muitos retalhos do Rio compondo a minha...



terça-feira, 5 de abril de 2011

Meu blog em BOG






Semana passada visitei Bogotá.

Confesso que fico emocionada com o privilégio de trabalhar com algo que envolve o contato com pessoas.Principalmente, o contato com pessoas de outros países.

COLÔMBIA...

Está aí um país que não imaginava visitar tão cedo, e cuja pequena temporada de 3 dias caiu como um presente no meu colo.

Adoro fazer um exercício das impressões que carregamos de um lugar, aquelas que ficam grudadas em nós como adesivos nas malas, ou carimbos nos passaportes, ou cenas que não saem nunca de nossa mente.

Viajar é presentear a alma, um presente intangível, mas eterno.

Se a afirmação “viajar nos torna diferentes” é um clichê, que importa? O que descreve a experiência de viajar com maior perfeição?

Pois bem: Voltei de Bogotá cheia de adesivos, carimbos e cenas em meu pensamento, apesar do pouco tempo na cidade. Cada um desses “penduricalhos” que agora estão grudados em mim tem um nome diferente, por isso tentarei relacionar alguns deles abaixo:

• A simpatia do povo Colombiano pelo povo Brasileiro;
• A simpatia pura e simples do povo Colombiano;
• As janelas imensas de seus edifícios de tijolinhos, que faz da cidade um cenário do filme “Janela Indiscreta”, de Hitchcock. Ao mesmo tempo em que achei o máximo contar com essas passagens de vidro que tanto iluminam o ambiente, fiquei pensando na complicação de ter... Hum... Vamos dizer... Certos momentos... Tão devassados... E dá-lhe correr para fechar a cortina!
• Os “Cerros Orientales”, as montanhas da Colômbia, que tanto enfeitam a cidade e me fizeram pensar em Belo Horizonte, guardadas as devidas proporções de altura, claro...
• O sistema de suas ruas (Cailles) e Avenidas (Carreras), cujos endereços me pareceram primeiramente uma loucura, e que depois fizeram todo sentido e me deixaram morrendo de inveja de sua lógica e organização.
• Seus táxis modelo ATOS, da Hyundai (parece que TODOS os táxis são do mesmo modelo!), amarelinhos, trafegando de maneira ilógica e desorganizada, buzinando a todo o momento, praticando freadas bruscas e insanas e nos deixando um tanto quanto... Enjoados!
• O topo do Cerro Monserrate e o bucólico teleférico que nos leva até lá... Uma vez no topo, os lindos restaurantes com paredes de vidro que ostentam a belíssima vista da cidade de Bogotá, que aos poucos se ilumina para acolher a noite...
• O suco de Guanábana... Como diz meu professor de espanhol (Cubano, diga-se de passagem) “NOSSA SENHORA APARECIDA, que fruta boa, essa Guanábana!!!”.
• A fruta Pitahaya, que experimentei no café da manhã, e que já descascada parece um Kiwi transparente com sementinhas crocantes que nos levam a outra dimensão!!!! Que delícia!
• E o avião da TAM, sem QUALQUER entretenimento a bordo em um voo de quase 6 horas! Agora, falando sério, pra que entretenimento para quem carrega na bagagem tantas cenas de Bogotá? ;)

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Emocionante... Adiós, Barcelona!



Não sei se é a gripe (acho que peguei um resfriado) ou a emoção desse vídeo que fez meus olhos "espirrarem" lágrimas...

Creio nas viagens como forma de engrandecer o espírito!

Vamos deixando rastros por onde passamos e incorporando a essência dos lugares que vivenciamos. Viajar é VIVER!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Um pastor alemão, um sofá e uma cidade chamada Brasília


A primeira vez que fui a Brasília demorou 10 horas. Naquela época, era muito comum eu viajar de ônibus à noite e trabalhar o dia inteiro. Ou melhor, tentar trabalhar. Não tem nada pior que a sensação de sono pesado batendo na sua porta durante todo o dia, não há nada mais constrangedor (e aflitivo) do que tentar parar um bocejo no meio de uma reunião.

Trabalhar depois de uma noite mal dormida em um ônibus (convencional, diga-se de passagem) é realmente desumano. Bendita uma hora de viagem de avião! Hoje sou feliz e sei que sou rs...

Acabo de visitar Brasília novamente, mas por mais que o tempo passe, não consigo me desvencilhar da imagem que vem à minha mente quando penso em nossa capital, tudo por causa da minha primeira visita ao Planalto Central.

A imagem de um pastor alemão. E de um sofá. Ok, sei que é estranho, mas vou contar como tudo começou.

Era noite, e eu estava a caminho da minha hospedagem. Naquela época, hospedar-me significava abrigar-me em um dos dormitórios das escolas para as quais eu trabalhava. Nesse caso específico, era uma residência de religiosos, atrás do terreno de uma escola católica, perto da quadra poliesportiva.

Pois bem, lá estava eu, em companhia da recepcionista da escola, quando ouço um grito (dela) e vejo um vulto correndo em minha direção.

Um segundo depois, o vulto tinha um bafo de cão (literalmente), as patas sobre o meu peito e a boca, aberta, bem pertinho do meu pescoço.

Sabe descarga elétrica? Agora imagine uma assim, mas de adrenalina. Quase surtei, mas fiquei estática. Achei que tinha chegado a minha hora, mas por que em Brasília, qual seria o significado daquilo? Graças a Deus meu anjo da guarda veio em forma de porteiro, o porteiro da escola, que tanto gritou para o cachorro que o danado acabou me largando e voltando para o seu lugar.

-Ele é treinado para atacar, sabe? – Explicou o funcionário.

Sim, eu sabia. Tinha aprendido da melhor forma possível. E desaprendido a andar. Minhas pernas já não mais me obedeciam.

Aquela noite foi mesmo muito maluca. Toquei o interfone do meu “suposto abrigo” umas duzentas vezes, e nada. Resultado? Dormi no sofá da sala do diretor da escola. Quer dizer, tentei dormir, pois não conseguia tirar a imagem do cachorro peludo do meu pescoço, ou melhor, da minha cabeça. Noite danada. No dia seguinte, até meu mindinho doía. Passei a valorizar os dias de trabalho pós-noites mal dormidas em ônibus convencionais. Elas realmente são excepcionais perto das noites mal dormidas em sofás de diretores de escola pós-quase-ataque de Pastor Alemão.

-Gostou do hotel, moça? – Perguntou o taxista ao me levar, na última quarta-feira, ao aeroporto.

-Gostar é pouco, meu amigo! Eu amei!!! Aquilo é um paraíso... Verdadeiro paraíso! - comentei, com um sorrisão no rosto, para um motorista que fez cara de desconfiado...

sábado, 15 de janeiro de 2011

Essa vida é mesmo um filme...


Cinema com cheiro de novo era algo que há muito tempo eu não experimentava.

Ser novo tem seus pontos negativos. A recém-inauguração parece justificar várias falhas, inclusive a de não aceitar nem cartão de crédito, nem cheque. Ainda bem que estava com dinheiro na carteira, coisa que raramente faço hoje em dia... Mas tudo tem sem preço, e cinema com cheirinho de novo, carpete vermelho limpinho, tela enorme e sensação de que você está em outra cidade - mesmo sem sair da sua - certamente tem seu valor!

BH tem um novo shopping, o Boulevard. Já foi inaugurado há um tempinho, mas ainda não tinha passeado por aquelas bandas. Melhor que passear entre as lojas estalando de novas, só mesmo inaugurar o cinema e repetir o filme: Enrolados.

Não consigo imaginar a vida sem o cinema... Mas a animação da Disney tem um lugar especial, uma cadeira cativa no meu mundinho de cinéfila. É por isso que não me canso de vê-las uma, duas, dez mil vezes! Como já tinha assistido o filme em 2D, cismei de vê-lo em 3D! Não parava de sonhar com aquela cena das lanternas iluminadas subindo, subindo, e... Vindo parar na minha mão!

Só não contava que seria o dia de outra estreia...

-Tá vendo, meu bem? – perguntou o rapaz na fileira de trás, dirigindo-se à namorada.
-Não...
-É assim, ó. É como se as coisas ficassem mais perto de você, como se a gente fosse encostar nelas, entende?
-Sei... Espera aí... TÔ VENDO!!!! AGORA TÔ VENDO!!! Nossa, que legal, esse negócio de 3D! Fica pertinho, né???

Ri baixinho da situação. Não posso negar que foi divertido no início, mas depois de um tempinho confesso que passou a me irritar, já que o casal me pareceu achar que estava em sua própria sala de TV, e não em uma arena sagrada rs... Ao menos os comentários como “NOSSA, MAS QUE CABELO É ESSE, PRECISA DESSE TAMANHÃO TODO?” ou “GENTE, OLHA A BORBOLETA, OLHA O PASSARINHO, PARECE QUE TÁ AQUI!” ou “OLHA O OLHÃO QUE ELA TEM!” não foram suficientes para quebrar o clima da cena mais romântica e delicada da história da Disney (ao menos para mim), quando Rapunzel e seu “José” , sozinhos em uma gôndola, se perdem em meio a um balé de lanternas luminosas...

Puxa vida, como é bom sentir arrepio por conta de um desenho animado! Sinal claro de que estamos vivos... Melhor que inaugurar um cinema é chorar em um filme da Disney! Não tem preço, nem cartão, nem cheque, nem dinheiro!

Como o cinema faz parte da minha vida, também faz parte das minhas viagens. Não é raro me lembrar de meus passeios através dos filmes que assisti. Parece bizarro, por exemplo, pensar que em Santos (SP), durante minha infância, o cinema tinha área de fumantes, separada por vidro!

E como é saudoso me lembrar da sessão de cinema no Hollywood Theatre em Los Angeles, que frio na espinha ao ver aquela enorme cortina vermelha se abrindo...

Ou da sessão em companhia de meu primo, na cidade de São Francisco, na Califórnia, quando experimentei pela primeira vez o conforto das poltronas reclináveis...

Ou da sensação de conhecer o modelo “Cineplex” nos EUA, quando aqui no Brasil ainda não tínhamos muitas salas de exibição em Shoppings... Fiquei perdida ao ver aquele corredor com uma sala após a outra, tão perdida que fiquei pulando entre elas, assistindo a mil pedaços de filmes diferentes e rindo que nem uma embriagada!

E assistir "Fantasia" em uma Tela IMAX em Nova Iorque? Algo próximo do Paraíso, tenho que confessar!

Já fui a única expectadora de um filme em um cinema de shopping em Palmas, no Tocantins.

Já chorei no saudoso Cine Roxy, aqui em BH mesmo, por achar que tinha vivido alguma coisa por ali na vida passada rs...

Já assisti a um filme de terror (claro que se soubesse antes não teria ido!) sozinha em Montreal, e agarrei o braço da minha vizinha sem pensar duas vezes!

Já assisti “Todo mundo em pânico” em companhia de uma ex-freira e quis morrer de vergonha!

Ah, essa vida é mesmo um filme... Graças aos nossos cinemas, companheiros eternos de viagens inesquecíveis...