sexta-feira, 29 de abril de 2011

Me Apaixonei Por Niterói visitando o MAC!








Confesso que me apaixonei pelo MAC, e também confesso que me apaixonei muito mais pela imponência de suas linhas e pela estupenda vista que o local proporciona do que necessariamente pelas obras expostas...

Visitar museus é, sem dúvida, uma experiência apaixonante, que não deve ser nunca, nunca, feita em caráter de obrigação, do tipo "tenho que visitar esse museu porque todo mundo conhece". E daí? Se arte é emoção, como é possível experimentá-la com razão???

Mas eu tinha muita curiosidade de conhecer o MAC, por isso corri para lá na primeira oportunidade que tive de passar por Niterói, já que tinha MUITOS, MUITOS, mas MUITOS anos que eu não voltava à cidade, agora tão diferente e desenvolvida...

Ver o Rio de Janeiro desse ângulo não tem preço! Imagens assim valem mais do que mil palavras!

Para mais informações, visitem a página do Museu de Arte Contemporânea de Niterói: www.macniteroi.com.br

sexta-feira, 15 de abril de 2011

RIO!



Há alguns (bons) anos, quando eu trabalhava organizando intercâmbios para os colégios da Rede Marista, fizemos um vídeo com cenas dos alunos que viajaram para a Irlanda.

Lembro-me muito bem que a “música-tema” do início do tal vídeo era “Samba do Avião”, com a deliciosa voz de Tom Jobim:

Minha alma canta / Vejo o Rio de Janeiro / Estou morrendo de saudade / Rio seu mar / Praia sem fim / Rio você foi feito pra mim

Cristo Redentor / Braços abertos sobre a Guanabara / Este samba é só porque / Rio eu gosto de você / A morena vai sambar / Seu corpo todo balançar / Rio de sol, de céu, de mar... Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão...

Era do Rio que partia a aeronave rumo à Europa, com aquele montão de adolescentes ansiosos que não viam a hora de chegar a Dublin.

Foi do Rio que partiu a aeronave que me levou à França em minha primeira viagem internacional, lááá no início da adolescência.

Quantas férias passei no Rio de Janeiro... Já perdi a conta, foram inúmeras. Em uma delas, ainda criança, fizemos um passeio no Galeão... Que barato, sair em família para conhecer um aeroporto internacional! E como eu curti tudo aquilo, o ônibus executivo que nos levou até lá... Que coisa maluca, um “passeio” que hoje chamaria fácil de “traslado”...

Rio pra mim tem gosto de infância, de primeira visita ao Mc Donald`s, de biscoito Globo, de mate na praia, de viagem de barco rumo a Paquetá...

Foi no Rio que empinei pipa correndo pela areia, me perdi por horas na praia, foi ali que me apaixonei pelo milk-shake do Bob’s, e foi nessa cidade que vi inúmeras asas-deltas colorirem o céu da Praia do Pepino.

Rio tem jeito de novela da Globo, gosto de sorvete da Shaika, temperaturas tão elevadas que fazem a roupa colar na pele e que curiosamente trazem junto lembranças gostosas de patinar na pista de gelo do Barra Shopping...

São tantas as bagagens que carrego do Rio: Seu planetário, seu Jardim Botânico, a rede da varanda da casa da minha tia... As hospedagens no “Iglu” (eram como barracas de acampamento, porém em fibras de vidro, verdadeiros “iglus” que nos acomodavam na Barra...), a emoção que se renovava a cada vez que eu subia no bondinho (será que é por isso que amo tanto teleférico?), a toalha forrando o banco do carro para não ensoparmos tudo com o biquíni molhado...

Já visitei o Rio trabalhando, fazendo cursos, levando estudantes (de 9 e 10 anos!) pra passear, pedindo visto americano, visitando familiares, curtindo família, namorado, já visitei o Rio chuvoso, seco, quente, abafado... Já fiquei parada no canteiro central da Av.Brasil (meu pai havia “escalado” o canteiro com o nosso carro, que ficou com os pneus no ar) debaixo de um dilúvio...

E de repente, assim, do nada, parei de ir até lá. Há quanto tempo não visito a cidade... Há uns bons, bons anos...

Não sou da praia, sou da montanha, como diz a música “Seio de Minas”, da linda Paula Fernandes:

Eu nasci no celeiro da arte / No berço mineiro / Sou do campo da serra
Onde impera o minério de ferro
Sou das Minas de ouro / Das montanhas Gerais / Eu sou filha dos montes
Das estradas reais...

Não sou do mar, sou da serra.
Então por que choro todas as vezes que ouço Samba do Avião?

Não sou do calçadão, sou da calçada.
Então por que ver o filme Rio e inexplicavelmente me sentir em casa?

Viajante é assim: uma colcha montada com cenas das cidades visitadas.
E há muitos, muitos, muitos retalhos do Rio compondo a minha...



terça-feira, 5 de abril de 2011

Meu blog em BOG






Semana passada visitei Bogotá.

Confesso que fico emocionada com o privilégio de trabalhar com algo que envolve o contato com pessoas.Principalmente, o contato com pessoas de outros países.

COLÔMBIA...

Está aí um país que não imaginava visitar tão cedo, e cuja pequena temporada de 3 dias caiu como um presente no meu colo.

Adoro fazer um exercício das impressões que carregamos de um lugar, aquelas que ficam grudadas em nós como adesivos nas malas, ou carimbos nos passaportes, ou cenas que não saem nunca de nossa mente.

Viajar é presentear a alma, um presente intangível, mas eterno.

Se a afirmação “viajar nos torna diferentes” é um clichê, que importa? O que descreve a experiência de viajar com maior perfeição?

Pois bem: Voltei de Bogotá cheia de adesivos, carimbos e cenas em meu pensamento, apesar do pouco tempo na cidade. Cada um desses “penduricalhos” que agora estão grudados em mim tem um nome diferente, por isso tentarei relacionar alguns deles abaixo:

• A simpatia do povo Colombiano pelo povo Brasileiro;
• A simpatia pura e simples do povo Colombiano;
• As janelas imensas de seus edifícios de tijolinhos, que faz da cidade um cenário do filme “Janela Indiscreta”, de Hitchcock. Ao mesmo tempo em que achei o máximo contar com essas passagens de vidro que tanto iluminam o ambiente, fiquei pensando na complicação de ter... Hum... Vamos dizer... Certos momentos... Tão devassados... E dá-lhe correr para fechar a cortina!
• Os “Cerros Orientales”, as montanhas da Colômbia, que tanto enfeitam a cidade e me fizeram pensar em Belo Horizonte, guardadas as devidas proporções de altura, claro...
• O sistema de suas ruas (Cailles) e Avenidas (Carreras), cujos endereços me pareceram primeiramente uma loucura, e que depois fizeram todo sentido e me deixaram morrendo de inveja de sua lógica e organização.
• Seus táxis modelo ATOS, da Hyundai (parece que TODOS os táxis são do mesmo modelo!), amarelinhos, trafegando de maneira ilógica e desorganizada, buzinando a todo o momento, praticando freadas bruscas e insanas e nos deixando um tanto quanto... Enjoados!
• O topo do Cerro Monserrate e o bucólico teleférico que nos leva até lá... Uma vez no topo, os lindos restaurantes com paredes de vidro que ostentam a belíssima vista da cidade de Bogotá, que aos poucos se ilumina para acolher a noite...
• O suco de Guanábana... Como diz meu professor de espanhol (Cubano, diga-se de passagem) “NOSSA SENHORA APARECIDA, que fruta boa, essa Guanábana!!!”.
• A fruta Pitahaya, que experimentei no café da manhã, e que já descascada parece um Kiwi transparente com sementinhas crocantes que nos levam a outra dimensão!!!! Que delícia!
• E o avião da TAM, sem QUALQUER entretenimento a bordo em um voo de quase 6 horas! Agora, falando sério, pra que entretenimento para quem carrega na bagagem tantas cenas de Bogotá? ;)