domingo, 23 de outubro de 2016

Acordo várias vezes pela madrugada para não perder meu compromisso da manhã. Checo o Google Maps para apontar a direção da próxima reunião. Pratico o espanhol abordando o vendedor de revistas, o moço da lanchonete, o recepcionista do hotel, a garçonete do restaurante.

Não, não há ninguém do meu lado. Mais uma vez viajo sozinha a trabalho, e entre as reuniões agendadas, tenho a companhia de meus pensamentos, percepções, e todos os sentidos, normalmente aguçados quando nos encontramos num ambiente diferente. Nesse caso, Buenos Aires.

Pizzarias, cafeterias, livrarias, papelarias... Que delícia, um cinema de rua, há quanto tempo não via um!!! E mais teatros, e mais livrarias, e mais pizzarias com os títulos de "a mais tradicional ",  "a melhor",  "a mais popular" ou mesmo "a única" entre as várias outras do mesmo quarteirão.

Enquanto saboreio uma empanada de carne e tomo uma cerveja Quilmes, a larga avenida ferve em todas as direções. Jovens com fones de ouvido passam ser perceber o que há ao redor, idosos elegantes atravessam a rua com cuidado, pessoas mendigam, pessoas veem vitrines, pessoas encontram amigos, e outras se ignoram


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